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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Serra no Jornal Nacional: mais uma oportunidade perdida

Por Daniela

Sem delongas, é só ver para crer: o casal nacional é só doçura com o candidato Serra. "Mas candidato..." como quem fala com o filho levado e sem limites, mas estimulando a sua molecagem.
Sobre o aborto não foi reinquirido quando soltou a pérola: "Nunca me passou pela cabeça transformar isso num centro de campanha."

O ponto alto foi quando ele disse, sobre Paulo Preto, depois de culpar o PT pelo "suposto" escândalo: "Porque sempre tem, dentro de um partido, gente que gosta de um, gente que não gosta de outro, mas o fato é que não houve o essencial que é o desvio de dinheiro da minha campanha, porque eu saberia. Em todo o caso, nós seríamos a vítima. Você percebe?"
 
Você percebe? Ele seria a vítima, já Dilma, claro, essa seria culpada sempre...
Sem comentários...
 
Quem quiser perder tempo vá ao site do jornal: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/10/jose-serra-e-entrevistado-na-bancada-do-jornal-nacional.html
 
 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Serra expulsa padre da missa

Por Márcio Andrade
Do Blog Católicos com Dilma

Uma vergonha o que ex-candidato, derrotado ao senado, Tasso Jereissati, do PSDB, fez no dia de hoje, estava lá e pude presenciar o absurdo que chega a truculenta campanha de Serra do PSDB.

O comando da campanha de Serra mandou rodar um panfleto onde dizia “grandes motivos para não votar em Dilma”. O texto acusa a candidata de ter se envolvido com as FARC, de ser favorável ao aborto e de envolvimento em casos de corrupção na Casa Civil - Isso tudo já desmentido até pelos juristas e a própria mídia.

O padre pediu que os políticos presentes não atrapalhassem o objetivo principal da cerimônia, que era a veneração a São Francisco, e falou que eram mentirosos os panfletos que circulavam na igreja afirmando que a candidata petista, Dilma Rousseff, era a favor do aborto e tinha envolvimento com grupos terroristas como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Pediu para os fiéis não se enganarem, pois aqueles panfletos não eram feitos a pedido da igreja e não era coisa de Deus.

Bastou isso para o Jereissati e Serra tomarem o microfone da mão do padre e nitidamente expulsá-lo da cerimônia, o padre precisou ser escoltado por fiéis, pois os militantes do Serra, a mando de Tasso queriam linchá-lo. Todos os fiéis que estavam na Basílica de São Francisco das Chagas, em Canindé, no Ceará deixaram o local frustrados com o episódio e jogando fora os volantes de votação e santinhos com a imagem de Serra que foram entregues a eles no início do culto.

Após pegar o microfone, com o tumulto já estabelecido o Tasso Jereissati, do PSDB, fez questão de criar um caos político dentro da Basílica, dizendo “esse é mais um padreco do povo, deve ser um petista” e que eram eles que estavam “causando problemas à igreja”. Serra sorriu ironicamente, tipo duvidando da fé dos católicos e pouco se lixando se estava ou não em um templo sagrado e começou a discursar em favor de sua campanha.

Abaixo coloco duas fotos do evento de hoje (16/10), gostaria que vocês olhassem com o coração e a fé cristã o rosto destes dois políticos citados, notem que o semblante não é de quem está no local para rezar, os traços não são do bem, pelo contrário, existe algo diabólico no olhar. Eu fiquei com medo, que Deus nos salve e que nos liberte dessas pessoas.



Texto e imagens extraídos do site de Márcio Andrade, católico, morador de Quixadá, cidade vizinha de Canindé, no Ceará.


Nós, Mulheres de Fibra, sugerimos também ouvir relato sobre o caso na CBN:

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Recordade é viver 2: ah... a educação...

por Daniela

Dia dos professores. Estando em São Paulo, devo dar os parabéns ou os pêsames?

Eu realmente não entendo o que acontece.

Não conheço uma só pessoa que não tenha dito: "Educação é o grande problema do país". E ????
É o senso comum e argumento último dos comentaristas, jornalistas e até do cidadão comum. Todos de muito respeito. Diferentemente dos professores, que devem ter feito algo para merecer o tratamento que andaram recebendo em São Paulo do ex-governador José Serra.

E por que a velha mídia não divulga o que aconteceu de verdade com a Educação no Governo Serra em São Paulo? Só o que ouvimos ecoar é que "Serra é do Bem".

Até me lembrei de Álvaro de Campos, talvez o poema expresse bem o sentimento dos professores do estado atualmente: "nunca conheci alguém que tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. (...)Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... (...) Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?"

A velha mídia, a Igreja, algumas facções evangélicas... julgam, julgam, julgam. Quem atirou a primeira pedra? Não sei, mas quem está apanhando feio são os professores e, por tabela, infelizmente, as próximas gerações. Mas elas não dão votos...

Para a série "Recordar é Viver" desta semana, neste 15 de outubro, lembremos do que aconteceu com Jefferson Cabral, um policial civil que foi confundido com um professor e por isso apanhou por três horas seguidas.

Divulguem para quem reproduz o discurso da "Educação"... afinal, vamos combinar, dá pra falar que vota no Serra e ao mesmo tempo manter o discurso de que a Educação é a salvação do país? Só sendo muito mal informado...

Reproduzimos agora a entrevista com o policial feita em 2 de abril de 2010 . Colei do Blog do Azenha.



"Na sexta-feira passada, mais de 40 mil professores paulistas foram impedidos pela tropa de choque da Polícia Militar de chegar até o Palácio do Morumbi, sede do governo estadual, para apresentar suas reivindicações.


Na oportunidade, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral, gás pimenta e muitas balas de borracha transformaram as imediações do Palácio em palco de uma batalha campal.

Sindicalista e policial civil, Jeferson Cabral foi confundido com um professor, mantido preso e espancado por cerca de três horas dentro de uma viatura até que foi levado ao 34ª DP de Francisco Morato. Com a roupa rasgada e acompanhado por dirigentes do Sindicato dos Investigadores de Polícia, Jeferson foi até a Corregedoria denunciar os inumeráveis abusos dos quais foi vítima.

Ainda mancando com problemas no joelho e dores por todo o corpo, Jefferson Cabral falou sobre os descaminhos do desgoverno tucano e da importância da unidade de todos os servidores com a comunidade para derrotar a intransigência.

Como você foi preso?

Eu estava junto com os manifestantes quando começaram a atirar bombas. Em meio às nuvens de gás, comecei a tirar as pessoas dali, socorrê-las, levar para um lugar seguro. Quando estava tirando o segundo não vi que estava muito próximo de um policial militar motociclista. Entre vários, conseguiram me prender. (Na foto da UOL, vê-se que o cacetete está dobrado em seu pescoço). Disse que era delegado sindical dos investigadores. Foi quando me disseram: você vai pagar pelos outros.

E depois disso?

Fui colocado algemado e trancado numa viatura da Polícia Militar. Fui hostilizado, ofendido e ameaçado durante três horas e tratado como bandido, com todo tipo de ofensas, impublicáveis.

Houve ameaça?

Diziam a todo tempo que iam me levar para o “esquisito”, que na gíria é um local ermo, onde você pode ser submetido a qualquer agressão pois não haverá ninguém para testemunhar. Diziam que iam acabar com a minha raça. As ameaças vieram de alguns policiais, desavisados, que me dominaram e não sabiam o que estava acontecendo, que havia um movimento lutando por direitos, reivindicando melhorias para toda a sociedade.

E então?

Foi quando trouxeram o comandante da operação, o coronel Veloso, que então se deu conta do tamanho do erro cometido. Me perguntaram se eu atirei pedras. Eu retirei paus e pedras das mãos de muitos, porque acredito que o nosso inimigo não é a polícia, mas o governo que a manipula para reprimir.

E aí, junto com os advogados do Sindicato, te dirigiste à Corregedoria para denunciar os abusos…

Exatamente. Fiz um Boletim de Ocorrência (nº98/10) e fui ao IML fazer o exame de corpo delito. Não consigo andar devido aos chutes que levei no joelho, na cabeça, costas e barriga.

Quando foste agredido desta forma?

Antes, durante e depois de algemado. O pior é que sou asmático e me deixaram um bom tempo com o cacetete vergado, como dá para ver pela foto, inclusive, quase sem respirar. Tive medo que me matassem.

Apesar da intensa brutalidade a que foste submetido, fizeste questão de estabelecer uma diferença entre o comportamento de meia dúzia de covardes e o grosso da corporação.

Antes de ser investigador de Polícia e delegado sindical em Taubaté, fui policial militar por quatro anos. Meu pai é policial militar. As agressões de que fui vítima, assim como uma boa parte dos manifestantes, foi provocada por indivíduos isolados.

Que estavam cumprindo ordens do governo Serra…

Infelizmente, sim. É uma grande pena e um verdadeiro tiro no pé essa orientação do governo porque muitos professores têm filhos que são policiais militares, têm o mesmo sangue. Acho que essa agressão deve servir para a PM refletir e se unir à comunidade.

domingo, 10 de outubro de 2010

Como Serra recebeu os professores no Palácio do Governo

ou: porque os professores da rede estadual em SP apoiam Dilma em massa.


Hoje é dia de debate na BAND. Alguém pode, por favor, perguntar ao Serra sobre isto:




Puxei o vídeo do Blog Rovai.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma imagem vale por mil palavras

Por Stanley Burburinho


Na legenda: "No dia mundial sem carro, e apenas 24 horas depois do caos no sistema de metrô de São Paulo, o presidenciável José Serra (PSDB) percorreu o trajeto entre a Estação das Clínicas e o Expo Center Norte"
Ver mais aqui.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Blogs sujos X Massa Cheirosa

Por Mulheres de Fibra e Stanley Burburinho

Hoje o Stanley encontrou e mandou pra gente áudio recente em que o Serra acusa "numerosos blogs sujos, inclusive com o nome da candidata" de serem "reconhecidamente [por quem?] mantidos pelo governo ou pelo PT" e de terem divulgado os dados fiscais sigilosos (com fins eleitoreiros?).
Achamos importante compartlhar com vocês, leitoras e leitores de fibra, o nosso espanto.
Ele fecha com: "se essas pessoas fazem isso hoje, numa campanha, imagina o que fariam detendo de fato o poder federal nas mãos".
O mesmo argumento apresentado pelo Estadão há alguns dias, comentado por nós aqui: é como se ele e sua massa cheirosa (a velha mídia...) estivessem todo o tempo questionando a legitimidade do PT no Governo do Estado. Serra, Heloooouuu, a Dilma já detém de fato o poder federal nas mãos há alguns anos, lembra? Ele não é mesmo um jênio!

Ouça o delírio aqui.

Ainda bem que tem gente que pensa além do que diz a velha mídia.


Entre nessa campanha!

p.s. Ah, e Comemoremos com Luis Nassif e Gilberto Jabur a Vitória n'O Caso de Veja! Parabéns!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Furo de reportagem: O diálogo entre Serra e seu marqueteiro

Do Blog de Renato Rovai
Furo de reportagem: O diálogo entre Serra e seu marqueteiro

Este blogue acaba de receber uma transcrição do diálogo entre o ex-candidato à presidência José Serra (que agora ataca blogues porque decidiu abrir o seu – leia mais abaixo) e o seu marqueteiro.

O informante deste blogueiro disse que a conversa aconteceu na ante-sala do debate de ontem à noite, por isso o ex-candidato estava tão transtornado.

Leia com atenção:

Serra: Você espalhou que a Dona Marisa não fala e não faz nada?

Marqueteiro: – Sim governador, mas o povo já percebeu que a Dona Mônica também não fala e não faz nada também.

Serra: – Então temos que levá-la ao palanque para ela se mostrar…

Marqueteiro: – Já fizemos isso, mas ela meteu a boca no Bolsa-Família, disse que o povo não quer mais trabalhar por causa disso.

Serra: – Mas eu estou dizendo nos meus programas que vou dobrar o valor do Bolsa-Família!

Marqueteiro: – Não se preocupe, já tiramos ela do esquema. Só vamos mostrar a foto dela.

Serra: – Espalhem também que o Lula só vivia do sindicato e não trabalhava.

Marqueteiro: – Fizemos isso, mas notaram que o senhor também nunca trabalhou, e que acorda sempre tarde.

Serra: – Diga que ele é analfabeto, porra!

Marqueteiro: – Mas é preciso ter cuidado com isso, porque o seu curso de economia no Chile tá meio estranho. Muitos blogs estão pesquisando o caso.

Serra: – O pior é que já sabem que eu não sou engenheiro, como andei dizendo por aí.

Marqueteiro: – Ah… mas isso o povo esquece.

Serra: – Já falou que eu é que criei o seguro desemprego para os trabalhadores?

Marqueteiro: – Mas isso não é verdade, governador. Como o senhor vive meio desligado, não notou que já havia sido aprovado pela câmara, sancionado pelo então presidente Sarney.

Serra: – Não importa, manda bala assim mesmo. As pessoas vão acreditar em mim. E insista nos genéricos, no Plano Real…

Marqueteiro: Excelência! Os genéricos foram idéia do Adib Jatene, o Real foi da equipe do Itamar, lembra que o FHC era o ministro?

Serra: – Não fale nesse cara de jeito nenhum. Ele espanta votos. Chamou os brasileiros de vagabundos, neo-bobos e caipiras.

Marqueteiro:- Essa do FHC foi terrível, me deixa fora dessa!

Serra: – Faz o seguinte, fale de minha larga experiência.

Marqueteiro: – Se eu for falar nisso, vão lembrar que o senhor nunca completou qualquer mandato para os quais foi eleito.

Serra: – Como assim?

Marqueteiro: – O de deputado constituinte o senhor largou no final. Como senador, com mandato de oito anos, O SENHOR FICOU SÓ SEIS MESES. Como prefeito e governador só cumpriu a metade…

Serra: – E sobre as estradas?

Marqueteiro: – F I C O U L O U C O???!!!

Serra: – Pô… tá difícil, se eu falar das estradas vão pensar nos PEDÁGIOS, do metrô vão saber que só fizemos 4Km e tem aquele francês da Alstom que soltou propina pra meio mundo em SP… e nós só fizemos 1/3 (um terço) do rodoanel… em 16 anos…

Marqueteiro: – Vamos combinar o seguinte, VAMOS FALAR SÓ DA TERRORISTA, DO MEDO DE COMUNISTA E MOSTRAR VOCÊ SEMPRE SORRINDO. Falado?

Serra:- … E do papai que era um humilde comerciante da Mooca. Mas não vá dizer que ele tinha banca no Mercadão, tá?…

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Lula está com pena do Serra. Ele sabe o que é sofrer assim.

Do Conversa Afiada
Por Paulo Henrique Amorim



Amigo navegante telefona para contar que, faz poucos dias, numa dessas andanças do Presidente Lula pelo país, bateu um papo com ele.

Lula disse que está até com pena do jenio (ele trata de Serra).
Lula imagina que o Serra sofra muito.
Muito.

O Serra não tem o que dizer.
A inflação está em queda.
A economia cresce.
A Classe C está feliz e compra.
O financiamento da casa própria bomba.
Tem o pré-sal.
O rio São Francisco.
A Trans-Nordestina.
O Bolsa Família.

O que ele vai falar ?

O Lula conta que já viveu esse problema em 1994, quando perdeu a primeira vez para o Fernando Henrique.
O PT foi contra o Plano Real e o povo só queria ouvir falar de Plano Real.
O PT espinafrava e o povo feliz nos supermercados.
O Lula contou que ia gravar o horário eleitoral gratuito e tudo o que ele tinha a dizer ele dizia em dois minutos.
E no resto do tempo, não tinha jeito: ele tinha que falar do Plano Real.
O Serra pode dizer o que quiser, que o povo está feliz.
E o Serra vai, vai, vai e acaba por falar no que o Governo Lula fez.
O Lula tirou todas as bandeiras dele.
Como o Plano Real tinha tirado do PT.
Diz o Lula que isso dá um sofrimento sem fim.

Cada dia de campanha é um a mais peso nas costas.
Que você torce para a campanha acabar logo.
Torce para perder no primeiro turno.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Agora é que a Dilma vai a 80%: Serra chama Dilma de "duas caras" e sugere que Lula governará o país

Enviado por Stanley Burburinho

Agora é que a Dilma vai a 80%. Ele é um "jênio" como diz o PHA:


"26/08/2010 - 14h45
Serra chama Dilma de "duas caras" e sugere que Lula governará o país
Andréia Martins
Do UOL Eleições
Em São Paulo

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, elevou o tom das críticas a sua adversária, a petista Dilma Rousseff, ao sugerir que, se eleita, a petista governará sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Candidato não pode ter duas caras. Não se terceiriza comandos. É imaginativo pensar que o Brasil pode ser governado pelo Lula fora do governo. Isso não existe. Não se governa da garupa", afirmou Serra.
O tucano também falou sobre a quebra do sigilio fiscal e bancário de quatro pessoas ligadas ao partido. "Quebra do sigilo é um crime com finalidade eleitoral. As informações foram recolhidas no comitê do PT.
É uma coisa grave, o peso do Estado entrando na vida privada", criticou.
Segundo o ex-governador de São Paulo, a quebra foi feita "para ajudar a candidatura de Dilma e ela deve explicações à população". "Não é a primeira vez que eu sofro baixarias, vocês se lembram do dossiê dos
aloprados, comandado pelo atual candidato ao governo de São Paulo [Aloizio Mercadante, do PT]. É a modalidade deles", afirmou. "Conto com empresários"

Serra participou nesta quinta-feira (26), em São Paulo, de um encontro com diversos representantes da indústria de máquinas e equipamentos. O tucano criticou o aumento das importações no Brasil, o que, segundo ele, "enfraquece a indústria local". "O esquema é insustentável", disse o presidenciável ao comentar a dificuldade e o alto custo de exportação para as empresas. "Houve uma queda de 12% nos preços de exportação no governo FHC. No governo Lula eles duplicaram (...) Não houve avanços", afirmou.

Com relação à política econômica, Serra afirmou que há um "tripé perverso", formado pela alta taxa de juros, alta carga tributária e a baixa taxa de investimento governamental.  "No resto do mundo, os juros caíram durante a crise, só no Brasil aumentou. Adotamos uma política anticíclica sem aumentar investimento,
mas continuamos nisso", criticou Serra. "A Dilma disse que a carga [tributária] era boa, mas isso ninguém questiona", disse."

Veja a matéria aqui.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O que o Serra pode fazer para recuperar pontos?

Por Daniela


A campanha tucana perdeu o rumo de vez!

Para minha surpresa, está sendo mais fácil do que eu imaginava desmontar o discurso da oposição. O curioso é que isso se deu mais por incompetência das cabeças da campanha tucana do que por um esforço da candidatura de Dilma e de sua militância. Pelo menos na blogosfera, estão todos perplexos com a seqüência de trapalhadas no dia-a-dia dos comitês tucanos e da grande imprensa. Sem direção definida, o discurso demo-tucano esvaziou-se e a campanha perdeu o rumo de vez. Daí a imprensa quer ajudar e fica pior a emenda que o soneto – vocês viram que a folha disse não saber quem era o “internauta” que fez a pergunta ao Serra no debate do Uol online? Veja a desculpa da Folha aqui.  Poxa, gente, o cara trabalha como assessor do PSDB no Senado só há 9 anos, como a Folha ia saber disso?
 
Todos os comentaristas políticos consultados pela velha mídia estão repetindo que a campanha do ex-governador de São Paulo não está surtindo efeito. Levantam vários fatores. O mais espantoso – como aconteceu no Globo News Painel no último domingo e numa das edições do Jornal das Dez nessa semana – é que os jornalistas prensam os convidados na parede querendo saber “como o Serra pode fazer para reverter a situação?”. E é tão visível a sua preocupação que fica até engraçado, mesmo os entrevistados dão aquela risadinha de canto percebendo a segunda intenção dos entrevistadores.


Em primeiro lugar, claro, é evidente que fica difícil fazer oposição a um governo e um presidente que são os mais bem avaliados da história do país. Segundo, fica difícil atacar os limites e as falhas do governo Lula sem se identificar com o governo FHC. O perigo aí é ganhar de brinde o alto índice de rejeição desse governo. E parece que ele não vai conseguir dispensar esse brinde.

A tarefa, que já não era fácil, começou a parecer cada vez mais difícil depois que Dilma entrou em cena segura de si, bonita, simpática e, de longe, a que se mostra mais preparada para a função de presidente.

Como se não bastasse, a campanha política do PSDB entra no ar e coloca uma favela cenográfica na propaganda eleitoral, bem estereotipada, ao som de samba (de breque?) dizendo que o candidato subiu o morro sem gravata. Será mesmo que o jingle se referia ao Serra? Em que favela ele subiu sem gravata? Na cenográfica? E pode? E alguém achava que isso ia dar certo?

Enquanto isso a Dilma visitava Heliópolis. Quase fiquei com pena do Serra. Aí veio a raiva de novo quando veicula um jingle falando sobre a Dilma: “Ninguém sabe de onde veio, ninguém sabe o que ela fez/ mas diz que é dona de tudo, o Brasil inteirinho foi ela que fez/ Dona Dilma pega leve, porque o povo está reparando/ Tira a mão do trabalho do Lula, tá pegando mal que o Brasil tá olhando/ Tudo o que o Lula criou, ela diz: fui eu, fui eu/ Aquilo que é coisa do Lula a Dilma diz é meu, é meu”.

Ele está falando mesmo com a Dilma ou está repetindo tudo isso para si mesmo? Você sabe, caro leitor, querida leitora, coincidências não existem.

Depois dessas e muitas outras patacoadas, veio ontem o cúmulo do delírio: estelionato eleitoral (veja a denúncia no Tijolaço.
Serra fez o desplante de exibir o Lula em seu programa como se estivesse sendo apoiado pelo Presidente. Seria engraçado se não fosse um crime eleitoral. Cito as palavras de Brizola Neto:


“Ora, Serra, tome vergonha. Não use a imagem de Lula como se fosse um aliado dele. Assuma que é um adversário e oposicionista. Fica feio. Embora o povo brasileiro já o esteja vendo como um mentiroso, que inventa e falsifica tudo, é desonesto tentar enganar os mais ingênuos com uma suposta proximidade a Lula.


Lula é Dilma e Dilma é Lula. O campo de Serra é outro. Tentar ludibriar as pessoas se apresentando como o que não é numa hora tão importante para o país como a de uma eleição presidencial é de um mau caratismo sem par. Serra não merece governar nem a farmácia da esquina.”
 
E saiu na Globo online que a nova estratégia do Serra no Rádio seria “subir o tom”.
 
Dessa campanha esquizofrênica em que ele não sabe mais se é candidato de esquerda ou de direita, e em que ora ele bate no Lula ora ele quer se chegar a ele, não resta dúvida, só a certeza da perda de mais eleitores. E podem registrar: quanto mais ele “elevar o tom”, mais ele vai cair.


O que o Serra pode fazer para “recuperar pontos”? É a pergunta que ecoa... Ele pode fazer algo muito simples, mas também acho que não dará mais tempo: apresentar um programa de governo que seja, pelo menos, do mesmo nível daquele apresentado pelo PT. Aí sim a gente veria um debate interessante. Enquanto isso não acontecer ele vai perecer com os seus "mutirões da saúde".

 

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A política de exclusão de José Serra e a cobertura “morna” do Estadão ao debate


Por Daniela

Fora o brilhante desempenho de Dilma que a velha mídia faz questão de tentar apagar, o que destaco como positivo foi exatamente o que o Estadão chamou de “morno”. Por que um debate precisa ser feito de polêmicas e ofensas? Serra bem que tentou, mas não tinha clima e acho que percebeu isso, se batesse na candidata do Governo seria pior ainda para ele mesmo. Mas ele também não conseguiu se sustentar nas próprias propostas. Bom, sem isso sem considerar que ele não entregou proposta alguma, lembram-se? Mas vamos dizer que ele tem algumas, vai. E todas elas vão na mesma direção: políticas de exclusão.

Logo na primeira rodada o candidato anunciou 3 propostas absurdas. A primeira foi a de colocar o Governo Federal no Combate ao crime, mudando a constituição de modo que a Segurança deixasse de ser responsabilidade estadual para ser responsabilidade federal. Nesse bololô ele disse que ia criar o Ministério da Segurança, que foi a segunda proposta absurda.
Ora, mesmo depois do caso do “ministério do acarajé” Serra ainda não percebeu que as pessoas já perceberam que a sua estratégia de criar ministérios a torto e à direita é eleitoreira.
Bom, se não for é pior ainda, ele vai reconfigurar toda a máquina do Estado. Ui!
E não duvido, assim, ele vai poder controlar bem, como faz de maneira exemplar em São Paulo, os professores de todo o Brasil. Cassetete neles, Serra! Imaginem só, isso é política que se proponha? Todas as polícias sob comando do Serra! Desse jeito dava até terceiro mandato.Por fim, disse que vai criar o Protec, que  será o Pro-Uni do nível técnico. Ele volta ao delírio de que é candidato do PT, de que as políticas sociais do governo Lula já eram do FHC, de que a gente vai acreditar que ele fará pelo Brasil o que não fez por São Paulo.  E ainda tem gente que diz “tanto faz PT ou PSDB não muda nada”. Sem comentários.

Na segunda rodada Serra faz a Dilma a mesma pergunta que Boechat tinha feito. Foi ótimo, até Dilma agradeceu, pois pode continuar a falar sobre os assuntos educação, saúde e segurança.
Depois do discurso articulado e cheio de provas concretas de Dilma veio a réplica hilária de Serra. Sua quarta proposta absurda: a política do mutirão da saúde.
Quando Dilma retomou o turno ainda comentou, os mutirões são interessantes para ações emergenciais, mas não podem ser uma política pública. Bingo!
E os jornais se calaram. O Estadão ainda ousou na capa de hoje: “O tucano explorou o tema da saúde, e Dilma, as realizações do Governo Lula. Num dos raros momentos tensos, o tucano chamou de “cruel” o abandono dos mutirões de cirurgia.” Só mesmo dando muito mais espaço para um dos candidatos, e enchendo-o de mentiras para, quem sabe assim, os leitores que preferiram assistir ao jogo do São Paulo e Internacional acreditassem nos elogios ao Serra e nas críticas à Dilma.
O tucano não explorou o tema da saúde, ele explicitou a sua política de exclusão à la paulistânia: os pobres, deixem que façam mutirões. Eles se viram, temos coisas mais urgentes a tratar, como retomar a ALCA e abandonar o MERCOSUL. Daí a gente completa com uns enxovais para as mães carentes (parece que o “mãe paulistana” é a única realização do Governo Serra) e faz a crítica do bolsa família como se o programa fosse uma política assistencial.

Digamos que “morna” foi a cobertura do Estadão que ao invés de comentar as propostas feitas no debate, preferiu um texto mais descritivo, falando como a Dilma estava nervosa em sua estreia, que gaguejou várias vezes (só ela!) e que Marina foi a única a fazer perguntas para os 3 candidatos. Que Plínio foi irônico e falou do desmatamento. Acharam graça dele chamar Marina de ecocapitalista e Serra de hipocondríaco.
Nas notinhas no fim da página tive a impressão de estar lendo Caras: “Skaf troca de cadeira para ficar longe do PT”, coitadinho, “não escondeu o constrangimento a entrar no estúdio e sentar-se na mesma fila de Aloizio Mercadante (PT), da primeira-dama, Marisa Letícia, e da candidata ao Senado Marta Suplicy (PT). Levantou e mudou de lugar”. A relevância da informação é algo que impressiona. O que quer dizer isso? Os petistas são portadores de doenças contagiosas?
E não termina por aí. Sobre a Dilma tem uma informação também super relevante: resolveu trocar o terno vermelho comprado para a ocasião pela calça preta e blazer branco. Para finalizar, registraram o comentário de Sérgio Guerra: “ela parece gaga nas ideias, nas palavras e no pensamento. Não concluiu um raciocínio. Se a gagueira for intelectual, aí é mais grave”. Isso é oposição medíocre-invejosa ou é um machismo descarado e inaceitável para um político na posição que ele ocupa hoje no País? Os dois.

Claro, muito conveniente para o Estadão silenciar a verdade sobre o debate, o discurso non sense ultradireita do candidato que defendem. Nem tocaram no assunto da última fala do candidato que queria chorar com uma falsa história de pobreza na infância e, claro, não conseguiu. Sinceramente, isso tá mais parecendo teimosia. Nem o Estadão ganharia mais com a eleição do Serra do que com a eleição da Dilma. É puro esperneio paulista.

O debate de ontem é um dos assuntos mais comentados do dia.  Todos fazem análise sobre o desempenho dos candidatos e foi evidente o preparo da candidata Dilma em comparação aos outros candidatos, afinal, se teve alguém que tocou os projetos do Governo Lula de perto foi ela. Ela não precisa se colar no Lula já que as realizações deste Governo dependeram quase tanto dela quanto dele. Então, a segurança dela só poderia ser uma “surpresa” para a velha mídia, que ainda tinha um mínimo de esperança que o seu candidato de oposição se saísse melhor que a candidata do atual governo. Mas não adianta manipular, a próximas pesquisas vão dizer a verdade. Vamos esperar.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A política externa do Zé Pedágio

Por Mulheres de Fibra


Ainda ontem falamos sobre a mentalidade anacrônica da “elite” paulista. Agora vamos a um exemplo concreto.

No Estadão de hoje, 27 de julho de 2010, na matéria “Serra critica apoio de Lula a Chávez, em quem vê ‘ameaça’ à paz regional” podemos observar não apenas a mentalidade retrógrada de que falamos, como também podemos conhecer qual a proposta de política externa do candidato da oposição, caso chegasse a governar o Brasil – já que ele não registrou nenhuma página de programa de Governo no STE, o que a gente pode fazer é estudar o que ele diz e faz por aí.

Depois de afirmar que desativaria o Mercosul em detrimento da ALCA, depois de afirmar que o Presidente da Bolívia, Evo Morales, é cúmplice do tráfico de drogas na Bolívia e de criticar as negociações com o Irã, agora ele diz, num almoço com empresários em São Paulo ocorrido ontem, que o Chávez abriga as FARC em território venezuelano: “É inegável que o Chávez abriga essas Farc. (...) Todo mundo sabe, até as árvores da floresta amazônica. Elas são as principais testemunhas de que as Farc se abrigam na Venezuela. (...) Ele [Chávez] vai criando fatos que ameaçam a estabilidade da América do Sul, da Latina e do Brasil. Ter países se hostilizando nas nossas fronteiras não é uma boa.”


Pelo visto, para o candidato, um bom programa de política externa seja hostilizar os presidentes vizinhos por meio de sérias calúnias a seu respeito, e fazer negócio só com os Estados Unidos, detalhe: com a Hillary e sua política externa de extrema direita, porque Obama está bem mais preocupado com as graves questões internas desse país.

Seguindo essa linha, nos alinharíamos com Uribe e seu sucessor Juan Manuel Santos, brigaríamos com os demais vizinhos e afundaríamos junto com os Estados Unidos na queda ululante desse grande império. E a nossa grande imprensa vibra!

Será que é essa virada à direita que o Brasil está precisando? Achamos que não. Isso seria fazer o Brasil retroceder.

No almoço, sentado ao lado de Índio da Costa, Serra criticou ainda a suposta futura relação da Candidata Dilma com o MST: “Porque com ela vão poder fazer mais invasões, mais agitação. É isso. Postura de governo em relação ao MST é que se trata de um movimento político e tem de viver pelas próprias pernas e não pode subverter a ordem democrática".

O ponto de vista que o enunciador da proposição acima evidencia para nós é, sem sombra de dúvidas, o da ultra-direita (leia no Nassif), a mentalidade retrógrada que é, infelizmente, a cara da elite paulista, por mais que ela queira se autodenominar “social democrata”. A máscara não cola mais. As mulheres de Fibra repudiam esse fardo para os brasileiros. Nós não precisamos passar por isso. Que venha um destino melhor, muito melhor... Felizmente, o Brasil já sabe o que é democracia.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Insistimos no tema: Propaganda enganosa do PSDB: o embuste de Serra nos Genéricos

Por Sandra de Andrade
Link: http://sandradeandrade.wordpress.com/2009/06/13/propaganda-enganosa-do-psdb-o-embuste-de-serra-nos-genericos/

“Como de filho bonito todo mundo quer ser o pai, em 1999 foi aprovada uma lei, que era praticamente uma regulamentação dos remédios genéricos. O então ministro da Saúde, José Serra, passou a dizer que ele era o autor da lei. Eu considero uma usurpação o que está sendo enfatizado pelo PSDB [em declarações recentes à imprensa]. Eles não têm fundamento legal nenhum para afirmar que foi por meio daquele partido que se implantou a política dos medicamentos genéricos no País.” Jamil Haddad (PSB/RJ)

A corrupção tucana não atinge apenas os cofres públicos.

O atual embuste de José Serra (PSDB/SP) é a propaganda enganosa do PSDB, corrompendo a história dos medicamentos genéricos.

José Serra surrupiou de Jamil Haddad programa dos genéricos.

Propaganda do PSDB na TV é enganosa. Decreto dos genéricos tem 16 anos, e quem fez foi Jamil Haddad (PSB), no governo Itamar Franco.

 O governo FHC/Serra ATRASOU a lei dos genéricos durante seu primeiro mandato atendendo Lobby da indústria farmacêutica.

Em 1991, o médico e deputado Eduardo Jorge (filiado ao PT/SP, na época – não confundir com o tucano ex-secretario de FHC), apresentou o projeto de lei nº 2.022, que proibia o uso de marca comercial ou de fantasia nos produtos farmacêuticos e obrigava a utilização do nome genérico nos medicamentos comercializados no país.

Esse projeto ainda tramitava no Congresso, quando Itamar Franco substituiu Collor em outubro de 1993, e assumiu o ministério da saúde o médico Jamil Haddad (PSB/RJ).

A bem da verdade, a chegada dos genéricos deu-se com o decreto-lei 793, de 1993, do então ministro da Saúde, Jamil Haddad, que seguia orientação da OMS.

Este decreto tornou obrigatório tudo aquilo que Serra diz ter feito:

- nomes genéricos constarem nas embalagens de todos os medicamentos, com destaque em relação à marca comercial;
- receitas médicas ou odontológica com denominação genérica do medicamento prescrito;
- A indústria farmacêutica tinha 6 meses para se adequar ao decreto;

O poderoso lobby da indústria farmacêutica contra-atacou em várias frentes:
- na justiça (obviamente), conseguindo liminares para não cumprir o decreto;
- pressões diplomáticas dos países sede das grandes indústrias farmacêuticas;
- no Congresso, impedindo a votação da lei de Eduardo Jorge, mais rigoroso do que o decreto de Jamil Haddad/Itamar Franco;

FHC assumiu o governo logo em seguida, em 1995, e submeteu-se, docilmente, à esse lobby farmacêutico durante os 4 anos do primeiro mandato, sem tomar qualquer atitude para avançar na lei, e obrigar os laboratórios a cumprirem o decreto.

Em 1999, FHC estava impopular, pois ele havia destruído as bases do próprio Plano Real, quando mudou a política econômica em janeiro de 1999. Muitos gritavam nas ruas “Fora FHC”, pois ele acabava de ser reeleito fazendo campanha enganosa, como sendo o candidato que garantia a estabilidade econômica, mas bastou passar as eleições, e aquilo que já era conhecido entre os mais bem informados, atingiu o bolso de todos os brasileiros.

FHC e Serra saíram em busca de uma agenda positiva, tirando da gaveta projetos que poderiam ter apoio e visibilidade popular, mas que não exigiam altos custos (o FMI proibia, pois Brasil estava quebrado, com o orçamento governado pelos interventores do FMI).

A lei dos genéricos vinha a calhar. Já existia e estava em vigor, apenas havia queixas e mais queixas da população pela falta de seu cumprimento, devido à leniência da fiscalização.

Apesar das pressões internacionais, não havia como tapar o sol com a peneira, e submeter-se à indústria farmacêutica, diante de recomendações da OMS, amplamente adotadas pelos mesmos países que “proibiram” FHC de fiscalizar laboratórios, para agirem dentro da lei, durante todo seu primeiro mandato.

Estava difícil explicar porque um medicamento de um mesmo laboratório importado da matriz, tinha uma embalagem com nomes genéricos nos países do primeiro mundo, sede dos laboratórios, e no Brasil eram vendidos apenas como marca.

Nesse contexto, Serra, sem conseguir fazer programas que fazem a diferença no ministério da saúde, recorreu à roubar projetos alheios, entre eles o genérico.

Serra provocou RETROCESSO na lei dos Genéricos, e suavizou para a indústria Farmacêutica

Pra governar bem e atender à população, bastava fazer o que FHC não fez durante 4 anos: colocar o ministério da saúde para apertar a fiscalização e fazer os laboratórios cumprirem a lei.

Mas não. FHC e Serra, recorreram ao populismo e ao estardalhaço. Para surrupiar o mérito alheio, e apagar as digitais de Jamil Haddad e Itamar Franco no programa dos genéricos, revogaram o decreto anterior na íntegra e fizeram uma lei (9.787/99) e decreto (3.181/1999) com muitas concessões ao lobby da indústria farmacêutica, em relação ao decreto anterior de Haddad.

FHC/Serra andaram para trás ao atender às seguintes pressões da indústria farmacêutica:
- Criou a figura distinta do medicamento genérico e do similar (de marca), mesmo quando suas fórmulas são iguais. Ou seja, autorizou a continuidade da venda de remédios valorizando a marca em detrimento do princípio ativo, sucumbindo ao marketing (mercado) em detrimento da saúde. Na prática, deixou a indústria criar, separadamente, uma linha de genéricos, como se fosse de “segunda linha”, no imaginário popular.
- Enquanto o decreto de Haddad obrigava que as letras do nome genérico fossem 3 vezes maiores do que a marca, em QUALQUER medicamento, o decreto de Serra/FHC reduziu para igual tamanho no caso do medicamento rotulado como genérico, e de metade do tamanho do marca para o medicamento “SIMILAR”.
- a lei foi atenuada também quanto à obrigatoriedade de aquisição de genéricos pelo governo, que se tornou “preferencial”;

O presidente da Abifarma (donos da indústria de remédios), Bandeira de Mello, comemorou:

“A empresa [multinacional] agora poderá vender caro [medicamentos de marca] para quem quiser comprar.”

Um grande embusteiro.

Há mais propaganda enganosa na Propaganda do PSDB, sobre a paternidade do plano real e do salário desemprego, mas é muito embuste para abordar em apenas uma nota.

Outro embuste de José Serra é querer assumir a paternidade do programa de prenvenção à AIDS, conforme explicou Conceição Lemes no blog viomundo:

“Essa história do Serra não corresponde à verdade dos fatos. Discordo também profundamente de que este ou aquele partido criou o programa”, põe os pingos nos is a médica sanitarista Mariângela Simão, desde 2004 diretora do PN-DST/Aids. “O Brasil reagiu muito precocemente à epidemia de aids e vários atores foram importantíssimos na sua história, entre elas a doutora Lair Guerra de Macedo Rodrigues* e o professor Adib Jatene. O grande diferencial é que, no Brasil, o Programa Nacional de Aids deixou de ser uma política de governo para ser uma política de Estado.”

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ainda sobre a autoria dos genéricos

Do blog Amigos do Presidente Lula

Dilma condena Serra por surrupiar de Jamil Haddad a autoria dos genéricos.

Dilma Rousseff (PT) participou do seminário “Brasil: desenvolvimento e inclusão social”, organizado pelo PSB, em Brasília.

Lá, Dilma recebeu as propostas do partido para o programa de governo.

“Este documento é a compilação de todos os debates regionais, dos encontros da sociedade civil com a política” - disse Eduardo Campos, presidente do PSB Nacional e governador de Pernambuco.

Dilma fez questão de lembrar um ilustre quadro histórico do PSB, falecido em dezembro do ano passado. É o ex-ministro da Saúde, Jamil Haddad, o verdadeiro pai dos remédios genéricos, com o decreto-lei nº 793, de 1993, muitos anos antes de Serra ser ministro da Saúde, e antes mesmo de FHC ser eleito (conheça a verdade da história nesta nota aqui).

Haddad sofreu a injustiça de ver seu programa ter a autoria "roubada" por José Serra (PSDB/SP), mediante propaganda maciça e versões mentirosas na imprensa e do próprio Serra, assim como ele fez com o FAT, surrupiando projetos dos outros.

Então, Dilma fez a justa homenagem:

“Gostaria de ressaltar também a importância de Jamil Haddad, que possibilitou a fabricação de genéricos no Brasil. Precisamos dar a autoria do programa a quem é de direito”.

Diferente de Serra, que escolheu o caminho de fazer uma campanha de baixarias, Dilma preferiu discursar no evento sobre propostas e projetos para o Brasil, como:

- valorização dos professores e “não recebê-los com bordoadas”;
- os investimentos em infra-estrutura e empregos a serem gerados no próximo governo com o Pré-sal, o PAC 2, a Copa de 2014 no Brasil, as Olimpíadas de 2016 no Rio.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Serra precisa de amigos

Do Blog Brasília, eu vi
http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2010/07/15/serra-precisa-de-amigos/

Por Leandro Fortes

Ao acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter transformado o Brasil em uma “república sindicalista”, José Serra optou por agregar a seu modelito eleitoral, definitivamente, o discurso udenista de origem, de forma literal, da maneira como foi concebido pelas elites brasileiras antes do golpe militar de 1964. Não deixa de ser curioso ouvir essa expressão, “república sindicalista”, vinda da boca de quem, naquele mesmo ano do golpe, colocava-se ao lado do presidente João Goulart contra os golpistas que se aninhavam nos quartéis com o mesmíssimo pretexto, levantado agora pelo candidato do PSDB, para amedrontar a classe média. Jango, dizia a UDN, macaqueavam os generais, havia feito do Brasil uma “república sindicalista”.


Ao se encarcerar nesse conceito político arcaico, preconceituoso e, sobretudo, falacioso, Serra completou o longo arco de aproximação com a extrema-direita brasileira, iniciado ao lado de Fernando Henrique Cardoso, nos anos 1990. Um casamento celebrado sob as cinzas de seu passado e de sua história, um funeral político que começou a ser conduzido sob a nebulosa aliança de interesses privatistas e conveniências fisiológicas pelo PFL de Antonio Carlos Magalhães, hoje, DEM, de figuras menores, minúsculas, como o vice que lhe enfiaram goela abaixo, o deputado Índio “multa-esmolé” da Costa.

Pior que o conceito, só a audiência especialmente convidada, talvez os amigos que lhe restaram, artistas e intelectuais arrebanhados às pressas para ouvir de Serra seus planos para a cultura brasileira: Carlos Vereza, Rosa Maria Murtinho, Maitê Proença, Zelito Viana, Ferreira Gullar e Marcelo Madureira – este último, raro exemplar de humorista de direita, palestrante eventual do Instituto Millennium, a sociedade acadêmica da neo UDN. Faltou Regina Duarte, a apavoradinha do Brasil, ausente, talvez, por se sentir bem representada. Diante de tão seleta platéia, talvez porque lhe faltem idéias para o setor, Serra destilou fel puro contra as ações culturais do governo Lula, sobretudo aquelas levadas a cabo pela Petrobras, a mesma empresa que os tucanos um dia pretenderam privatizar com o nome de Petrobrax.

Animado com o discurso de Serra, o humorista Madureira saiu-se c om essa: “Quero que o Estado não se meta na cultura e no meu trabalho, como está acontecendo”. Madureira trabalha na TV Globo, no “Casseta & Planeta Urgente”. Como o Estado está se metendo no trabalho dele, ainda é um mistério para todos nós. Mas, a julgar pela falta de graça absoluta do programa em questão, eu imagino que deva ser uma ação do Ministério da Defesa.

O que José Serra não confessou a seus amigos artistas é que a “república sindicalista” saiu-lhe da boca por despeito e vingança, depois que as maiores centrais sindicais do país (CUT, CGT, CTB, CGTB, Força Sindical e Nova Central) divulgaram um manifesto conjunto no qual acusam o candidato tucano de mentiroso por tentar se apropriar da criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e por “tirar do papel”, seja lá o que isso signifique, o Seguro-Desemprego. “Serra não fez nenhuma coisa, nem outra”, esclareceram as centrais.

O manifesto também lembra que, na Assembléia Nacional Constituinte (1987-1988), o então deputado federal José Serra boicotou inúmeros avanços para os trabalhadores e o sindicalismo. Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a garantia de aumento real do salário mínimo, a estabilidade do dirigente sindical, o direito à greve, entre outras medidas.

Desmascarado, Serra partiu para a tese da “república sindicalista” e, apoiado em apenas uma central que lhe deu acolhida, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), chamou todas as outras de “pelegas” e as acusou de receber dinheiro do governo federal para fazer campanha para a candidata Dilma Rousseff, do PT. Baseado nesse marketing primário, ditado unicamente pelo desespero, Serra mal tem conseguido manter firmes seus badalados nervos de aço, que logo viram frangalhos quando defrontados por repórteres dispostos a fazer perguntas que lhe são politicamente inconvenientes, sejam os pedágios de São Paulo, seja sua falta de popularidade no Nordeste.

Sem amigos e, ao que parece, sem assessores, Serra continua recorrendo ao tolo expediente de bater boca com os jornalistas. Continua, incrivelmente, a fugir das perguntas com outras perguntas, a construir na internet, nos blogs, no youtube e nas redes sociais virtuais uma imagem permanente de candidato à deriva, protagonista de vídeos muitíssimo mais divertidos que, por exemplo, as piadas insossas que seu companheiro de artes cômicas, Marcelo Madureira, insiste em contar na televisão.

terça-feira, 6 de julho de 2010

As pérolas de Índio da Costa, o Vice do Serra

Escolhemos 3 manifestações inacreditáveis do mais novo vice serrista:

Sobre a exploração do pré-sal: “Sou contra a retirada de Petróleo abaixo da camada de sal, porque gera cinco vezes mais gás carbônico do que a extração normal de Petróleo.Era melhor que a humanidade viva que o Brasil enriquecer e as pessoas morrerem”.
http://www.tijolaco.com/?p=19704

Sobre o bolsa família: "... outra faceta perversa do problema inteiramente fora do alcance do Bolsa-Família é a brutal carga tributária arrastada pelos mais pobres, em razão dos impostos e contribuições incidentes sobre gêneros de primeira necessidade... ... Está na cara que a redução dessa carga deixaria mais dinheiro no bolso do pobre que o Bolsa-Família..."
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/07/ha-um-ano-vice-de-jose-serra-fazia.html

Sobre... alucinação, só pode ser: “Somos parte de um movimento que anseia pelo retorno do regime monárquico em nosso país. Entendemos ser o melhor caminho, o da informação. Tendo ciência do passado, refletiremos no presente, para construir um futuro melhor. O Império do Brasil e suas glórias. Não queremos mais um Brasil mergulhado na currupção [assim mesmo] e na imoralidade. Somos uma nação, mas queremos voltar a ter orgulho de sermos uma nação”.
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/07/05/bomba-bomba-serra-e-o-nosso-rei/

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Serra, cadê o vice?

Enviado por Stanley Burburinho, seu comentário a respeito de mátéria da Época.
http://colunas.epoca.globo.com/bocadeurna/2010/06/17/os-21-vices-de-serra/

Não foi de graça de a vereadora tucana Patrícia Amorim presenteou o Serra com a camisa do Flamengo de cores azul e amarela, às costas, com o nome Serra e o número 45 do PSDB. Ela está sendo cogitada para ser a vice do Serra já que ele está tendo dificuldades no RJ:


"Os 21 vices de Serra

QUI , 17/6/2010 - REDAÇÃO ÉPOCA

O tucano José Serra já bateu um recorde nessa eleição: até agora, ele já teve pelo menos 21 nomes citados como possíveis candidatos a vice em sua chapa. A definição desse posto é um dos maiores mistérios da atual disputa. Durante meses, apoiadores de diversas tendências pressionaram Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, para ocupar a vaga. Enquanto Aécio recusava, pelo menos outros 20 nomes foram citados em algum momento por correligionários de Serra em entrevistas, discursos ou bastidores vazados à imprensa.

A indefinição começa a irritar aliados. Nos últimos dias, representantes do DEM passaram a reclamar publicamente o direito de indicar o vice, caso a recusa de Aécio permaneça. Em resposta, o deputado federal Jutahy Júnior (PSDB-BA) chegou a dizer que o não lançamento do vice era uma “estratégia eleitoral”.

Na lista dos 21 já cotados como vice, 9 são filiados ao PSDB, 7 são do DEM, 1 do PPS, 1 do PP, 1 do PMDB, 1 do PV e 1 sem partido (ex-DEM). Quase metade da lista é composta por senadores. Dos 20 nomes, 6 são mulheres. Há ainda 3 Josés -os xarás de Serra- e 3 membros da família Neves. Confira, em ordem alfabética:
(por Ricardo Mendonça)

1) Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais
Ninguém recebeu tanta pressão para ser vice quanto ele. Durante todo o tempo, Aécio resistiu. Primeiro porque queria ser ele mesmo o cabeça da chapa. Depois porque passou a avaliar que o melhor para si é sair candidato ao Senado. Com alternativa, Aécio já sugeriu outros três nomes mineiros: Itamar Franco, Tasso Jereissati e Pimenta da Veiga.

2) Álvaro Dias, senador (PSDB-PR)
Sua postura é cautelosa. Não descarta, nem demonstra interesse explícito em ocupar o posto de vice. Há alguns dias, passou a dizer que Serra deveria ter “carta branca” para escolher o vice. O fato de ser do Paraná, Estado onde Serra já vai bem nas pesquisas, não ajuda a fortalecer seu nome.

3) Andréa Neves, irmã de Aécio
Como o assédio a Aécio nunca funcionou, alguns chegaram a sugerir o nome de sua irmã. Andréa também é política (cuida da comunicação do governo mineiro), também é de Minas, carrega o sobrenome Neves e ainda tem a vantagem de ser mulher. Mas ela não se desincompatibilizou a tempo e a proposta nunca foi levada a sério.

4) Beto Richa, ex-prefeito de Curitiba
O tucano sempre foi um dos campeões de aprovação no ranking de prefeitos. Mas Richa trabalhou o tempo todo para ser candidato a governador. Hoje, é o favorito na disputa local.

5) Demóstenes Torres, senador (DEM-GO)
Junto com Agripino, Aleluia e Kátia Abreu, é uma das opções oferecidas pelo DEM. Sua principal marca nacional é a oposição às cotas para negros nas universidades, o que, do ponto de vista eleitoral, pode ser uma desvantagem.

6) Francisco (Neves) Dornelles, senador (PP-RJ)
Tio de Aécio, foi um dos mais cotados durante todo o período. O principal benefício para o PSDB seria a aliança com o PP, o que renderia mais tempo na TV. A proposta, porém, pedeu força desde a última rodada de pesquisas, que mostrou crescimento de Dilma. O PP tende a ficar com o PT ou, na melhor das hipóteses para Serra, neutro.

7) Itamar Franco, ex-presidente da República (PPS-MG)
Ele tem a vantagem de ser de Minas, mas seu comportamento às vezes mercurial pode trazer problemas. Como já foi presidente, seria uma voz com muita autoridade institucional na chapa. Além disso, o PPS não exige a vaga de vice. Interessado em voltar para o Senado, Itamar rejeitou a oferta assim: “Os serristas podem estar tranquilos, pois não sou e nem serei a pessoa para compor tal chapa.”

8) Jarbas Vascolcelos, senador (PMDB-PE)
O ex-governador de Pernambuco é uma espécie de curinga de Serra. Se o PMDB tivesse fechado aliança com o PSDB, seria um dos favoritos para ocupar o posto de vice. Como isso não ocorreu, Jarbas acabará sendo mais útil para Serra como candidato a governador. Mesmo sabendo que a missão será dura – enfrentar o favorito Eduardo Campos (PSB), candidato à reeleição – Jarbas topou.

9) José Agripino, senador (DEM-RN)
Sempre foi um dos mais cotados entre os aliados. A presença de Agripino na chapa solidificaria a aliança com o DEM e contemplaria a necessidade de ter um representante do Nordeste na chapa. Agripino, porém, carrega a imagem negativa desde que tentou “acusar” Dilma Rousseff de ter mentido enquanto estava sendo torturada durante a ditadura. Agora ele diz que não quer a vaga de vice.

10) José Carlos Aleluia, deputado federal (DEM-BA)
Citado recentemente como opção pelo senador José Agripino, Aleluia respondeu de forma enfática, mas pouco conclusiva: “Não fui contatado por ninguém, convidado por ninguém, sondado por ninguém. Trato da minha campanha para deputado federal”, afirmou. Não recusou, nem disse que toparia.

11) José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal (ex-DEM)
Até ser preso, acusado de corrupção no caso que ficou nacionalmente conhecido como o “mensalão do DEM”, foi um nome bem cotado para ocupar o posto. Há até um vídeo no YouTube em que Serra brinca com a careca de Arruda e com a hipótese de tê-lo como vice. O escândalo o afastou totalmente de qualquer articulação política.

12) Kátia Abreu, senadora (DEM-TO) e presidente da Confederação Nacional da Agricultura
Ela quer. Já disse estar “pronta para aceitar a missão”. Na avaliação de alguns, entretanto, sua imagem tão fortemente associada aos interesses dos grandes latifundiários mais atrapalha do que ajuda. Kátia já foi “agraciada” por ONGs com o Troféu Motosserra, símbolo da agressão ao meio ambiente. Seria um problema numa disputa em que uma das concorrentes, Marina Silva (PV), dá grande ênfase ao tema.

13) Marco Maciel, senador (DEM-PE)
Vice do tucano Fernando Henrique Cardoso em seus dois mandatos presidenciais (1995 a 2002), seria uma espécie de garantia de tranqulidade para Serra. Maciel é um dos homens mais discretos da política, mas não tem potencial de agregar muitos votos. Também não demonstrou qualquer interesse em voltar ao Palácio do Jaburu.

14) Marina Silva, senadora (PV-AC)
Antes de oficializar sua própria candidatura à presidência, seu nome apareceu na imprensa como possível vice de Serra. Puro devaneio. A conversa não durou uma semana.

15) Marisa Serrano, senadora (PSDB-MS)
O fato de ser mulher poderia agregar algum valor positivo à chapa, mas seu nome é muito pouco conhecido. Além disso, Serra já tem um desempenho razoavelmente bom no Mato Grosso do Sul mesmo sem ela na chapa.

16) Patrícia Amorim, presidente do Flamengo
É o nome mais inusitado da lista. Ex-nadadora, atual vereadora do Rio de Janeiro pelo PSDB, preside o clube mais popular do país. Seu nome foi citado dias atrás em notinhas. Ela é de um Estado em que Serra enfrenta dificuldades, mas sua presença na chapa poderia provocar mais estranheza que benefícios.

17) Paulo Souto, ex-governador da Bahia (DEM)
É do nordeste, onde Serra precisa se fortalecer. Mas assim como Jarbas Vasconcelos em Pernambuco, tende a ajudar mais sendo candidado a governador. Irá disputar contra o petista Jaques Wagner, candidato à reeleição.

18) Pimenta da Veiga, ex-ministro
Ex-prefeito de Belo Horizonte, ex-ministro das Comunicações no governo FHC e ex-presidente do PSDB, passou alguns anos afastado da política. Dificilmente agregaria votos, mas a chapa pelo menos teria um representante da política mineira. Seu nome foi sugerido há poucos dias por Aécio e outros representantes do PSDB de Minas.

19) Sérgio Guerra, senador (PSDB-PE)
O presidente do PSDB sempre é citado como opção diante das negativas constantes de Aécio. Guerra, na verdade, é um dos responsáveis pela articulação que escolherá o vice. Se tudo der errado, ele poderá assumir a tarefa. Tem a confiança de Serra e é bem aceito por todo PSDB.

20) Tasso Jereissati, senador (PSDB-CE)
Também foi citado como opção por Aécio e outros tucanos importantes, mas sempre negou enfaticamente o interesse em ocupar o posto. Seu plano é ser candidato a senador novamente.

21) Valéria Pires, ex-vice governadora do Pará e mulher do deputado federal Vic Pires (DEM-PA)
Tem tudo para ser batizada como “solução Sarah Palin”: mulher bonita, conservadora e de um Estado distante do centro político. Ela era do PFL, foi para o PSDB, mas depois voltou para o DEM. Sua escolha facilitaria acordo entre as siglas e fortaleceria campanha na região Norte.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dos blogs Desabafo Brasil e Vi o Mundo: não é dossiê, é livro

enviado por Graça
A Grande Mídia finge que não vê e não ouve, portanto, não fala.

conferir nos links:
http://desabafopais.blogspot.com/2010/06/nao-e-dossie-e-um-livroamaury-ribeiro.html
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/os-poroes-da-privataria.html

Não é dossiê, é um livro. Amaury Ribeiro Jr.: os porões da pirataria

Amaury Ribeiro Jr.

Introdução


Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do País, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três de seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, têm o que explicar ao Brasil.

Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marin Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marin. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como Marin é conhecido, precisa explicar onde obteve US$3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos de 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra, e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil…

Atrás da máxima “siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.

A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República, mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista, nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$448 milhões(1) para irrisórios R$4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC. (Ricardo Sérgio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m…”, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)

Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico(2).

O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$3,2 milhões no exterior por meio da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova Iorque. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.

A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$17 mil (3 de outubro de 2001) até US$375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a Presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$1,5 milhão.

O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, por intermédio de contas no exterior, US$20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.

O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, dentre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.

Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do País para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.

Financiada pelo Banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas têm o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.

Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$7,5 milhões em ações da Superbird.com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A. Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.

De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante ao Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no País. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia pelos sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no País.

Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações – que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade”, conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” –, foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e às contas sigilosas da América Central ainda nos anos de 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenci

Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.

(1) A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$3,2 por um dólar.
(2) As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.