domingo, 31 de outubro de 2010

Votem com o coração e a razão.

Por Mulheres de Fibra

O Dia amanheceu lindo. O sol brilhou forte trazendo bons presságios.

Votem bem, votem com o coração e a razão.

Vamos eleger uma mulher para a presidência e, mais do que isso, uma mulher de fibra, de coragem e comprometida com a justiça social e o povo de seu país.

O dia será longo. Mas vamos manter a firmeza até o fim e, esperar, com confiança, a vitória final.

Mulheres de Fibra deseja boa sorte à Dilma Rousseff e a seus apoiadores e um bom dia a todos.

O debate da Globo

Por Dalva Teodorescu


Registramos aqui nosso repúdio pela maneira como A Globo se comportou no último debate.

Nada contra as questões dos eleitores indecisos. Mesmo se, como dizem, não foram totalmente formuladas por eles.

Repudiamos a maneira como o trabalho de câmara se comportou ao longo do debate. Dilma apareceu muitas vezes desfocada, durante suas intervenções.

A câmara registrava os gestos da candidata enquanto Serra falava e preservava o candidato tucano quando era a vez de Dilma responder às questões.

O cúmulo do descaramento se deu nas considerações finais. Dilma foi pega de perfil, de corpo inteiro e de longe.

Serra teve direito a um close. Seu rosto ocupou a tela inteira da televisão. A TV dos Marinhos não perde uma oportunidade para mostrar a sua desenvoltura quando se trata de comportamento ético e equitável.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A lógica que guia a opinião do Papa nas eleições presidenciais

Por Dalva Teodorescu

Depois do Financial Time e Economist, foi a vez do Papa se intrometer nas eleições do Brasil.

No entanto duas lógicas distintas guiam a iniciativa dessas entidades.

As publicações britânicas são guiadas por uma lógica econômica liberal e pela visão de que o Brasil cresceu, se fortaleceu e ocupará um lugar central na economia internacional, nos próximos anos.

Fomos acostumados a que os editoriais dos grandes jornais internacionais declarassem sua preferência em candidatos, apenas quando se tratava das eleições americanas, em razão de sua óbvia importância na economia mundial.

Se é raríssimo o FT fazer editorial apoiando candidatos dos países vizinhos, do continente Europeu, mais dificil ainda é opinar sobre a escolha de um candidato de países com economia de pouca expressão internacional, como alguns países da Africa Central, por exemplo.

Portanto, a iniciativa do FT e Economist deve ser vista como um fato positivo e vinculado à importância que o Brasil adquire na cena internacional.

Já a intromissão do chefe do Vaticano obedece a uma lógica obscurantista de uma igreja misógina.

O que sabe o Papa Bento XVI e seus bispos, esses homens que nunca contraíram o matrimonio e nunca assumiram família, sobre a realidade das mulheres.

Numa lógica oposta ao FT e Economist, o Vaticano de Bento XVI se intromete em países pobres. Obedecendo essa lógica continua falando para os brasileiros como se fossem criaturas menores e imaturas.

Alguém já viu o papa falar contra o aborto para a laica sociedade francesa ou a inglesa e mesmo americana. Nunca ele ousaria.

A igreja católica vai até onde o povo permite. E nessa permissão da sociedade, a imprensa, que se quer sempre tão vigilante em relação à autonomia das instituições, tem um papel relevante.

Um exemplo dessa intromissão indevida da Igreja Católica se deu recentemente nas Filipinas, onde o presidente Benigno Aquino III anunciou que o Estado ajudaria casais pobres que desejassem utilizar um método contraceptivo.

A declaração do presidente provocou imediatamente a fúria da Igreja Católica. Muito influente no país, em 2008 ela conseguiu bloquear um projeto de lei sobre o planejamento familiar.

O governo argumenta que o desenvolvimento do arquipélago de 94 milhões de habitantes passa pelo planejamento demográfico. Coisa que a Igreja Católica faz questão de ignorar.

O que deve ficar claro é que esse tipo de comportamento dos representantes da Igreja é mais resultado do tipo de sociedade do que do próprio papa Bento XVI. O papa cumpre de maneira muito reacionária o dogma da Igreja que representa.

A opinião do Courrier International sobre a velha mídia brasileira

Por Dalva Teodorescu


Os jornais se apressaram em divulgar editorial de Financial Time dizendo que Serra seria melhor opção para o Brasil, nesse momento porque realizaria uma política mais liberal (Menos Estado na economia).

O Jornal O Estado lembrou que antes do Jornal Britânico, revista Economist também manifestou seu apoio ao candidato do PSDB.

O jornal do Dr. Ruy omitiu que as duas publicações pertencem ao mesmo grupo e adotam a mesma linha editorial liberal.

Antes do primeiro turno, muitas publicações estrangeiras se dedicaram ao do governo presidente Lula, sem merecer tanto destaque.

Uma publicação do Frances Courier International trás análises do governo Lula produzida pelas revistas veja, Época e Isto É, além do jornal português, o Público e de um analista mexicano.

Veja, Época e O Público fazem críticas ferozes ao governo Lula, mas também acabam com a ideia de um Brasil socialmente e economicamente melhor, preferem ressaltar o que temos de pior e, lendo o artigo, numa publicação estrangeira fica mesmo constrangedor.

Coube ao Courrier International, em editorial e em um artigo assinado por Paul Jurgens, logo abaixo da crítica virulenta de Época e Veja, precisar que quatro grandes famílias dividem entre si o controle das principais mídias brasileiras: Marinho, Mesquita, Frias e Civita.

Segundo o colunista do Courrier, essas famílias nunca admitiram a eleição de Lula, um presidente com pouca instrução vindo de um estado pobre e formado no sindicalismo.

Paul Jurgens informa ainda que recentemente essas mídias dispararam uma campanha contra Dilma Rousseff na esperança de 'tirar fora" o Partido dos trabalhadores da presidência da República.

A publicação francesa reproduz 3 capas de Veja, uma manchete da Folha e outra do jornal Extra (de O Globo) para ilustrar como as matérias dos jornais são as vezes caricaturais.

Mas, segundo Jurgens, o eleitor não é ‘tapado’ e em respostas a algumas dessas manchetes, as piadas circulam massivamente no Twitter.

O artigo termina dizendo que essa imprensa parece ter perdido sua influência de antigamente. Hoje, diz a matéria, o fato que seu leitor se situa na região sudeste, a mais rica do país, limita sua irradiação.

Isto, segundo o colunista, porque a sociedade tem hoje acesso à informação pelas ONGs e por Internet.

O autor lembra ainda que outras TV abertas adotaram uma postura cautelosa em suas críticas ao governo, sem dúvida para não afastar seu público constituído dos menos favorecidos e da baixa classes média que continuam a admirar um presidente como eles.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Manifesto de Mulheres com Dilma

Mulheres de Fibra assina e reproduz aqui o manifesto de Mulheres com Dilma

Há um manifesto de mulheres com Dilma, iniciado por ex-presas políticas, muitas das quais conviveram com ela na prisão, e seguida por mulheres em geral. No momento está com 1.858 assinaturas. Pedimos divulgação do texto. Elizabeth Lorenzotti

Somos milhões de mulheres como Dilma

A onda de difamação e boataria que tem marcado a campanha contra a candidata à presidente Dilma Rousseff é um enorme retrocesso na vida política do país.

Vemos, indignadas, as tentativas de desqualificá-la e de transformar uma campanha democrática em uma ?guerra suja?.

Comprovamos, indignadas, como as camadas mais retrógradas da sociedade brasileira não suportam as transformações que o governo Lula ? com Dilma ? trouxe para o país.

Fazendo-o crescer com distribuição de renda e mais justiça social. Mais educação. Mais emprego e moradia. Mais saúde. Mais cultura. Mais comida na mesa dos brasileiros.

Como os ataques e boatos contra a Dilma têm sido, sobretudo, dirigidos a ela em sua condição de mulher, queremos aqui, ao lado de milhões de mulheres brasileiras, defendê-la.

Somos mulheres cidadãs, trabalhadoras, independentes, profissionais, donas de casa. Somos mulheres de todos os feitios, profissões e crenças.Somos mulheres de todas as idades: jovens, filhas, mães, avós e bisavós.

Muitas entre nós foram, como Dilma, presas, torturadas, perseguidas, viveram no exílio, na clandestinidade.

Muitas, entre nós, viveram, como ela, o mesmo processo de luta contra a Ditadura Civil-Militar que por 21 anos esmagou e envergonhou nosso país.

Muitas, entre nós, viveram, como a Dilma, todo o processo de luta que nos trouxe ao país de agora que ela está ajudando a construir. Somos todas Marias, Clarices, Dilmas e Severinas.

Queremos a continuidade das transformações pelas quais o país vem passando. Queremos uma vida melhor para todos os brasileiros. Queremos homens, mulheres, jovens e crianças vivendo felizes em um país de tolerância e justiça social.

O que decidiremos, no dia 31 de outubro, é o aprofundamento dessa alternativa de crescimento com justiça social, ou o retrocesso de crescer concentrando renda e aumentando a miséria do país. É isso o que está em jogo. Por isso, queremos Dilma como presidente!

São Paulo, 16 de outubro de 2010

Engenheiros, arquitetos, agrônomos com Dilma

21.10.10 - BRASIL

Várias organizações

Adital - Nós -Engenheiros, Arquitetos, Agrônomos, Urbanistas, Geólogos, Geógrafos, Técnicos Industriais e Agrícolas- signatários deste documento, vimos manifestar todo nosso apoio à eleição DILMA PRESIDENTE.

Em 8 anos (2003-2010) de Governo, Lula e DILMA criaram as condições para um novo ciclo de desenvolvimento econômico, com sustentabilidade ambiental e social.
Apoiamos Dilma por que:

1º) Lula e Dilma criaram o PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, que a partir de 2007 garantiu investimentos nas áreas energética (Luz Para Todos, hidrelétricas, energia eólica, petróleo etc), logística (portos, aeroportos, ferrovias, malha rodoviária etc) e infra-estrutura social e urbana (habitação, saneamento, drenagem etc), com R$ 656,5 bilhões em investimentos;

2º) Dilma e Lula implantaram o programa Minha Casa Minha Vida, o maior programa de produção habitacional da história, garantindo o direito à moradia digna e o reaquecimento da cadeia produtiva da construção civil;

3º) Lula e Dilma trabalharam pelo investimento de R$ 168,24 bilhões em habitação (repasses e financiamentos), elevando a níveis recordes o crédito imobiliário no país e beneficiando, entre 2003 e 2010, mais de 4 milhões de famílias;

4º) Dilma e Lula implantaram um novo modelo de geração e distribuição de energia elétrica, pelo qual a menor tarifa é o critério básico para a licitação de novos empreendimentos, incentivando adoção de fontes renováveis de geração de energia, através de implantação parques eólicos, usinas de geração de biomassa e construção de novas hidrelétricas;

5º) Lula e Dilma duplicaram o número de vagas nos ensino técnico e tecnológico e nos cursos universitários;

6º) Dilma e Lula ampliaram e recuperaram as rodovias (mudando a modelagem dos contratos), duplicaram a malha ferroviária com a conclusão da ferrovia Norte-Sul, Transnordestina e com a licitação da construção da novas ferrovia Leste-Oeste;

7º) Lula e Dilma ampliaram a assistência técnica aos agricultores rurais e iniciou a implantação da Engenharia e Arquitetura Pública nos assentamentos Urbanos;

8º) Dilma e Lula implantaram o microcrédito rural, para famílias com renda bruta anual de até R$ 2 mil e ampliaram o seguro safra para a agricultura familiar;

9º) Lula e Dilma incentivaram o renascimento da indústria naval brasileira com a construção da platafoma P - 50 por estaleiros brasileiros e com exigência do conteúdo nacional nas compras da PETROBRAS;

10º) Dilma e Lula instituíram o novo marco regulatório nas exploração do Petróleo, garantindo recursos futuros para investir na educação e melhoria das condições de vida de todos os brasileiros;

11º) Lula e Dilma incentivaram a produção de biodiesel e aprovaram a obrigatoriedade de mistura do biodiesel (na proporção de 2%, com avanços até 5%) ao diesel tradicional, criando mercado interno de 800 milhões de litros/ano e beneficiando 250 mil famílias;

12º) Dilma e Lula realizaram concurso público para preenchimento de vagas na área tecnológica em Empresas Estatais, Universidades, Instituto Federais de ensino tecnológico, nas empresas de pesquisas e em órgãos públicos, entre outros;

13º) Lula e Dilma, com as políticas econômicas e sociais do Governo Federal, proporcionaram que 30 milhões de brasileiros ingressassem na classe média e 20 milhões deixassem a linha da miséria.

Votamos em *DILMA* porque ela demonstrou, na prática, compromisso com o setor e com os profissionais da área tecnológica do Brasil.

1. Arquiteto Oscar Niemeyer
2. Engenheiro Civil Ubiratan Felix dos Santos - Presidente do SENGE/BA
3. Arquiteto e Urbanista Jorge Fontes Hereda - Vice Presidente da CAIXA
4. Engenheiro Agrônomo Marcelino Galo - Diretor do SENGE-BA / Deputado Estadual Eleito PT-BA
5. Geólogo Pedro Ricardo Moreira - Diretor Geral IMA
6. Engenheiro agrônomo Joseildo Ramos - Deputado Estadual PT-BA
7. Engenheiro agrônomo Gerson Bittencourt - Deputado Estadual PT-SP
8. Engenheiro agrônomo Lindsley Rasta - PV-PR
9. Secretário de Transporte de Guarulhos/SP José Evaldo Gonçalo
10. Engenheiro Eletricista Vicente Trindade - Vice presidente FISENGE
11. Engenheiro civil Luis Edmundo - Empresário Vitória da Conquista/BA
12. Engenheiro Eletricista Haroldo Lima - Ex- Deputado Federal PCdoB-BA / Presidente a ANP
13. Arquiteto Zezéu Ribeiro - Deputado Federal PT-BA
14. Engenheira Civil Maria Del Carmem - Deputada Estadual PT-BA
15. Engenheiro Agrônomo Joseildo Ramos - Deputado Estadual PT- BA
16. Engenheiro Civil Marcelo Nilo Deputado Estadual PDT-BA
17. Ricardo Marques - Vice - Prefeito de Vitoria da Conquista-BA
18. Geólogo Manoel Barreto - Diretor da CPRM
19. Engenheiro Fernando Freitas - Presidente do SENGE-PE
20. Engenheiro Fernando Jogaib - Vice - Presidente do SENGE- Volta Redonda
21. Engenheiro Eletricista Olimpio Santos - Presidente do SENGE-RJ
22. Engenheiro Eletricista Nilo Gomes - Presidente do SENGE- MG
23. Engenheiro Agrônomo Carlos Bittencourt - Presidente da FISENGE
24. Engenheiro Civil Sebastião - Presidente do SENGE - ES
25. Engenheiro Civil Fernando Fiorotti - Presidente do CREA-ES
26. Engenheiro Civil Gilson Nery - Diretor da FISENGE
27. Engenheiro Civil Rosivaldo - Presidente do SENGE-SE
28. Engenheira Agrônoma Almeria - Ex- Presidente do SENGE-PB
29. Engenheiro Eletricista Ezequiel - Vice - Presidente do SENGE - RO
30. Engenheiro Agrônomo Jonas Dantas - Presidente do CREA-BA
31. Geólogo Argemiro Garcia - Presidente da ABG
32. Ângelo Marcos Arruda - Presidente da FNA
33. Engenheira de Alimentos Márcia Ângela Nori - Vice - Presidente do SENGE-BA
34. Engenheiro Civil Mário Gonçalves Viana Junior - Diretor do SENGE/BA
35. Geólogo Renato Santos Andrade - Diretor do SENGE-BA
36. Arquiteta e Urbanista Eleonora Lisboa Mascia -Vice-presidente do SINARQ/BA
37. Arquiteta e Urbanista Jandira França - Presidente do SINARQ/BA
38. Arquiteta e Urbanista Aida Bittencourt - Diretora do SINARQ/BA
39. Urbanista Glória Cecília Figueiredo - mestranda do PPG-AU/UFBA
40. Arquiteta e Urbanista Laila Mourad - Doutoranda do PPG-AU/UBA
41. Inês Magalhães - Secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades
42. Arquiteto Cid Blanco - Ministério das Cidades
43. Arquiteto e Urbanista Antônio César Ramos -Ministério das Cidades
44. Engenheira Civil Lucy Carvalho -SINDUSCON
45. Gilberto Aguiar - Coordenador Nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia
46. Engenheiro Agrônomo Aroldo Andrade - Diretor do SENGE-BA
47. Engenheiro Mecânico Pedro Rocha - INGÁ
48. Engenheiro Agrônomo José Leal do INCRA
49. Nelson Baltrusis - Prof do Mestrado em Planejamento Territorial - UCSal
50. Engenheira Agrônoma Fernanda Silva -Vice Prefeita de Uruçuca
51. Engenheiro Agrônomo Nilton Freire - Diretor do SENGE-BA
52. Arquiteto Daniel Colina - Presidente do IAB/BA
53. Engenheiro Eletricista Orlando Andrade
54. Ramiro Cora - Confederação Nacional das Associações de Moradores
55. Gilberto Gegê - Coordenador do Movimento em defesa do Trabalho e da Moradia
56. Engenheiro Civil Enock Ferreira dos Santos Filho
57. Engenheiro Civil José Fidelis Sarno - Ex- Presidente do SENGE-BA
58. Engenheiro Agrônomo Josias Gomes- Deputado Federal PT-BA
59. Arquiteta Bianka Rocha - Secretaria Estadual de Meio Ambiente-BA
60. Engenheira Civil Cláudia Júlio - Prefeitura Municipal de Belo Horizonte
61. Engenheiro Civil Marcos Ferreira Pimentel- Conselheiro do CREA-BA
62. Engenheiro Civil Paulo Gustavo C. Lins - UFBA - BA
63. Arquiteto Urbanista Javier Alfaya - Dep. Estadual PC do B-BA
64. Arquiteta Lelia Maria Dias
65. Arquiteta Maria Auxiliadora Machado
66. Engenheira Florestal Ana Paula Dias - IMA
67. Engenheiro Agrônomo - Ruy Murici - SEMA
68. Engenheiro Civil Areobaldo Aflitos - Professor da UEFS
69. Engenheiro Eletricista Ciro Ferreira Aragão - FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS/RJ
70. Engenheiro Agronômo Luiz José Lira- CDA
71. Engenheiro Agronômo Luis Anselmo -CDA
72. Engenheiro Eletricista Joel de Souza Miranda Filho, Projetista Autônomo
73. Geólogo Manoel Barretto, Diretor de Geologia da CPRM-SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL.
74. Engenheiro de Minas Miguel Sobral - DNPM
75. Arquiteto e Urbanista Itamar Costa Kalil
76. Arquiteta Marilene Lapa - Prefeitura Municipal de Ilhéus
77. Engenheiro Civil Sidney Siqueira - Segurança no Trabalho- ICCE-RJ
78. Engenheiro Civil Luciano Silveira - Segurança do Trabalho, Professor UVA/Cabo Frio e Engenheiro FW Engenharia.
79. Adm.Empresas/Tec.Mecanico - Rogerio Sarti- Empresário - Cabo Frio/RJ
80. Arquiteto Canagé Vilhena- RIO/RJ
81. Engenheira Eletricista Marisa Coeli Britto Cunha Reis - BA
82. Arquiteto Ary Pascoal Domingos
83. Engenheiro Ambiental Cesar Aparecido dos Santos
84. Engenheiro Agrônomo Paulo Medrado - EBDA
85. Arquiteto e Urbanista Ricardo de Gouvêa Corrêa
86. Engenheiro CivilJosé Roberto Pedreira Franco Celestino- CEPRAM/ABES-BA
87. Arquiteta e Urbanista Inês El-Jaick Andrade - Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Oswaldo Cruz (RJ)
88. Engenheiro Eletricista / Biólogo - Sergio Govea
89. Engenheiro Civil Anesio Miranda - Ex- Presidente do Clube de Engenharia da Bahia 90. Engenheiro Eletricista - José Urano Santana Bomfim - CHESF
91. Engenheira Civil Evalda Maria Pichani Celestino
92. Geólogo Aroldo Misi - Prof. Titular da UFBA
93. Geólogo Haroldo Sá - Prof. Associado da UFBA
94. Geólogo Maria da Glória da Silva - Profa Associada da UFBA
95.Geólogo Washington Franca Rocha - Prof. Titular da

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Carta de Carlos Torres de Moura ao jornalista Ricardo Noblat

Por Dalva Teodorescu


Carlos Torres Moura, da Além Paraíba-MG, publicou no Escrevinhador, de Rodrigo Vianna, uma carta aberta ao jornalista Ricardo Noblat.

A carta é uma resposta aos comentários agressivos do colunista da Globo ao presidente Lula, por ter escolhido a candidata Dilma Rousseff. Noblat escreveu em seu blog que falta à Lula “caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade”.

A carta, mais que oportuna vale é uma lição de nobreza, por isso a reproduzimos aqui:

Noblat

Quem é você para decidir pelo Brasil (e pela História) quem é grande ou quem deixa de ser? Quem lhe deu a procuração? O Globo? A Veja? O Estadão? A Folha?

Apresento-me: sou um brasileiro. Não sou do PT, nunca fui. Isso ajuda, porque do contrário você me desclassificaria, jogando-me na lata de lixo como uma bolinha de papel. Sou de sua geração. Nossa diferença é que minha educação formal foi pífia, a sua acadêmica. Não pude sequer estudar num dos melhores colégios secundários que o Brasil tinha na época (o Colégio de Cataguases, MG, onde eu morava) porque era só para ricos. Nas cidades pequenas, no início dos sessenta, sequer existiam colégios públicos. Frequentar uma universidade, como a Católica de Pernambuco em que você se formou, nem utopia era, era um delírio.


Informo só para deixar claro que entre nós existe uma pedra no meio do caminho. Minha origem é tipicamente “brasileira”, da gente cabralina que nasceu falando empedrado. A sua não. Isto não nos torna piores ou melhores do que ninguém, só nos faz diferentes. A mesma diferença que tem Luis Inácio em relação ao patriciado de anel, abotoadura & mestrado. Patronato que tomou conta da loja desde a época imperial.

O que você e uma vasta geração de serviçais jornalísticos passaram oito anos sem sequer tentar entender é que Lula não pertence à ortodoxia política. Foi o mesmo erro que a esquerda cometeu quando ele apareceu como líder sindical. Vamos dizer que esta equipe furiosa, sustentada por quatro famílias que formam o oligopólio da informação no eixo Rio-S. Paulo – uma delas, a do Globo, controlando também a maior rede de TV do país – não esteja movida pelo rancor. Coisa natural quando um feudo começa a dividir com o resto da nação as malas repletas de cédulas alopradas que a União lhe entrega em forma de publicidade. Daí a ira natural, pois aqui em Minas se diz que homem só briga por duas coisas: barra de saia ou barra de ouro.

O que me espanta é que, movidos pela repulsa, tenham deixado de perceber que o brasileiro não é dançarino de valsa, é passista de samba. O patuá que vocês querem enfiar em Lula é o do negrinho do pastoreio, obrigado a abaixar a cabeça quando ameaçado pelo relho. O sotaque que vocês gostam é o nhém-nhém-nhém grã-fino de FHC, o da simulação, da dissimulação, da bata paramentada por láureas universitárias. Não importa se o conteúdo é grosseiro, inoportuno ou hipócrita (“esqueçam o que eu escrevi”, “ tenho um pé na senzala” “o resultado foi um trabalho de Deus”). O que vale é a forma, o estilo envernizado.

As pessoas com quem converso não falam assim – falam como Lula. Elas também xingam quando são injustiçadas. Elas gritam quando não são ouvidas, esperneiam quando querem lhe tapar a boca. A uma imprensa desacostumada ao direito de resposta e viciada em montar manchetes falsas e armações ilimitadas (seu jornal chegou ao ponto de, há poucos dias, “manchetar” a “queda” de Dilma nas pesquisas, quando ela saiu do primeiro turno com 47% e já entrou no segundo com 53 ) ficou impossível falar com candura. Ao operário no poder vocês exigem a “liturgia” do cargo. Ao togado basta o cinismo.

Se houve erro nas falas de Lula isto não o faz menor, como você disse, imitando o Aécio. Gritos apaixonados durante uma disputa sórdida não diminuem a importância histórica de um governo que fez a maior revolução social de nossa História. E ainda querem que, no final de mandato, o presidente aguente calado a campanha eleitoral mais baixa, desqualificada e mesquinha desde que Collor levou a ex-mulher de Lula à TV.

Sordidez que foi iniciada por um vendaval apócrifo de ultrajes contra Dilma na internet, seguida das subterrâneas ações de Índio da Costa junto a igrejas e da covarde declaração de Monica Serra sobre a “matança de criancinhas”, enfiando o manto de Herodes em Dilma. Esse cambapé de uma candidata a primeira dama – que teve o desplante de viajar ao seu país paramentada de beata de procissão, carregando uma réplica da padroeira só para explorar o drama dos mineiros chilenos no horário eleitoral – passou em branco nos editoriais. Ela é “acadêmica”.

A esta senhora e ao seu marido você deveria também exigir “caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade”.

Você não vai “decidir” que Lula ficou menor, não. A História não está sendo mais escrita só por essa súcia de jornais e televisões à qual você pertence. Há centenas de pessoas que, de graça, sem soldos de marinhos, mesquitas, frias ou civitas, estão mostrando ao país o outro lado, a face oculta da lua. Se não houvesse a democracia da internet vocês continuariam ladrando sozinhos nas terras brasileiras, segurando nas rédeas o medo e o silêncio dos carneiros.


Carlos Torres Moura

Além Paraíba-MG