terça-feira, 25 de outubro de 2011

PiG não é PiG porque denuncie a corrupção.

Do Maravilhoso Conversa Afiada

O sistema político brasileiro por definição é corrupto.

Não mais que o americano, o italiano, o russo ou o mexicano, por exemplo.
Mas, corrupto é.

Nos acima citados sistemas, a Caixa Dois, a sobra de campanha e a sujeição aos interesses dos financiadores são goiabada com queijo.

Uma das formas centrais do sistema político corrupto – como nos acima mencionados – é o acesso à televisão.

Tempo de tevê vale ouro – e voto.

E a manipulação do acesso à tevê é uma das causas do descrédito dos partidos e dos homens públicos nessas grandes democracias.

O noticiário político só faz equiparar a atividade público a reality show de ex-prostitutas.

Outra causa é a notória impunidade.

O sistema judicial torna-se cúmplice e parte de um sistema que se nutre de corrupção.

O financiamento público e uma Ley de Medios podem atenuar a penetração da corrupção no sistema político.

No Brasil, à parte a geneneralizada impunidade – que se acentuará com o fechamento do Conselho Nacional de Justiça pelo Supremo -, há um fenômeno que não se repete em nenhuma das citadas democracias.

É a concentração do PiG (*).

Três famílias – Marinho, Frias e Mesquita (by proxy) – , dominam a tevê, o rádio, o jornal, as revistas, as agências de notícias e portais na internet.

(A família Civita, expulsa da Argentina, no Brasil explora outro ramo de negócio, que não o jornalismo.)

Três famílias – duas em São Paulo e outra no Rio, a Globo, que, porém, trabalha para o IBOPE de São Paulo – dominam o conteúdo da informação e a agenda de debates de um país de 200 milhões de almas, com uma maravilhosa e suprimida diversidade cultural.

O papel central do PiG é derrubar os Governos trabalhistas, onde, apesar de todo o bom-pracismo dos governantes, os negócios empresariais do PiG enfrentam mais obstáculos.

Quando os Neolibelês (**) estiveram no Governo, o PiG sentava-se à mesa do banquete.

O PiG não é golpista porque denuncie a corrupção.

O PiG é golpista porque SÓ denuncia a corrupção dos trabalhistas.

Para o PiG, a massa cheirosa não rouba.

Nem roubou.

O PiG tem parte, tem lado, obedece a uma linha política, como o Ministro Gilmar Dantas (***): está sempre do lado de lá.

As denúncias de corrupção são apenas uma das faces do golpismo.

Outra é a fixação da agenda.

O PiG e o Congresso acabam por discutir só o que o PiG quiser.

O PiG determina a hierarquia: a ponte de 3,5 km sobre o rio Negro não tem menor importância.

Só teria se ficasse comprovado o esmagamento de um bagre na hora de fincar uma estaca.

Aí, sim, seria um Deus nos acuda.

Vamos sublimar, amigo navegante, a criminosa discriminação que o PiG pratica contra os atos dos governos trabalhistas.

Vamos por à parte o excepcional Governo do Nunca Dantes, aprovado por 80% da população.

Ou do Governo de sua sucessora, que segue a mesma trilha.

Vamos à Argentina.
Agora, com a acachapante vitória da Cristina, só agora se sabe que o maior eleitor foi a bonança econômica.
A Argentina bomba !
E aqui se tinha a impressão de que a Argentina era uma pocilga encravada na caverna do Ali Babá.

As atividades do PiG são, pela ordem, deturpar, omitir, mentir.

As denúncias de corrupção do PiG são bem-vidas, porém.

E devem servir de elemento para coibir o malfeito.

O problema é que no PiG se esvaecem como nuvens as denúncias de corrupção do outro lado: as ambulâncias superfaturadas; o Ricardo Sergio, o Preciado, o Paulo Preto, o Daniel Dantas, o Robanel dos Tunganos; a concorrência do metrô de São Paulo; o mensalão de Minas; a empresa de arapongagem do Cerra paga pelo contribuinte paulista; os anões do Orçamento da Assembléia tucana de Sao Paulo.

Tudo isso se lava com água e sabão vai embora pelo ralo.

E a corrupção da empresa privada ?

Os subornadores, os financiadores dos políticos ?

Quem compra os políticos ?

A Madre Superiora ?

Quem ganha todas as concorrências e não perde uma na Justiça ?

Quem são e o que fazem os que a Evita Peron chamava de “oligarcas de mierda ?”

Por que no Brasil não tem empresário ladrão ?

Nem rico na cadeia ?

É por isso que o PiG é golpista.

Porque é cúmplice, beneficiário e arauto dessa máfia do poder, como diz o Mino.

As denúncias de corrupção são a face branda quase pueril do PiG.
Vamos pegar o PiG pelo gancho: vamos fazer uma Ley de Medios.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.
(***) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Lingerie

Do blog Championchip Chronicles

- Querido?

- Hum?

- Posso falar com você?

- Claro.

- Olha para mim?

- Pronto. Desculpe... Ei, nós vamos sair?

- Não, por quê?

- Então porque você está trocando de roupa?

- Não estou me trocando.

- Então porque você está só de calcinha e sutiã?

- Porque eu quero falar com você.

- Mas você precisava estar sem roupa?

- Sim.

- Você não está doente, está?

- Como assim?

- Você aparece aqui quase sem roupa e dizendo que precisa conversar. É sinal que eu vou ter que apalpar algo. Não é câncer de mama, né? Você sentiu algum caroço?

- Não é nada disso!

- Ok, mas você precisa concorda comigo. Eu apareço na cozinha vestindo cuecas e dizendo que preciso conversar com você. Aposto que você ia pensar na mesma hora que era sobre aquele meu joelho bichado.

- Não. Eu iria achar sexy.

- Oi?

- Sim, eu acharia sexy. Você não me acha sexy com esse lingerie?

- Acho. Essa calcinha fica bem em você. Era isso?

- Não. Eu quero contar uma coisa.

- Diga.

- Eu bati o carro hoje.

- Pelo amor de Deus! Quando? Você está bem?

- Mas não foi nada grave... Só arranhou a porta lá na entrada do prédio.

- Quando foi isso? Você se machucou?

- Não, não. Eu estou bem, só me assustei um pouco.

- Mas quando foi isso?

- Foi agora, quando cheguei, faz uma meia hora.

- Mas não está doendo nada? Tem certeza? Quer ir ao hospital?

- Não, estou bem. Pode ficar tranquilo.

- Mas por que você não me avisou? Você entrou em casa, me deu oi, saiu e voltou de novo!

- Então, é porque eu fui até essa loja comprar a lingerie.

- Oi?

- Sim, esta que estou usando.

- Essa calcinha é nova?

- Sim.

- Espere. Deixe eu entender. Você bateu o carro, entrou em casa, e não falou nada. Saiu, foi comprar uma calcinha, voltou, vestiu e decidiu falar sobre o carro?

- Isso.

- Maristela, você está bem?

- Claro. Eu já disse, não machucou.

- Não, não é isso. Você não poderia ter entrado em casa e falado “arranhei a pintura do carro, mas estou indo ali comprar uma calcinha e já volto”?

- É que eu queria estar sexy para você.

- Por causa do carro?

- Sim.

- Mas não tem porque ficar bonita para isso!

- Eu queria.

- Você não bateu a cabeça quando bateu o carro? É normal ficar um pouco desorientada...

- Claro que não! Estou ótima!

- Mas por que você quis ficar sexy para me contar que a porta do carro está amassada?

- Ai, Alfredo... Vem cá para perto...

- Para de esfregar as mãos nos seios! O que você está fazendo?

- Você não gosta?

- Claro que gosto, mas você acabou de bater o carro! Não faz sentido. Bater o carro te excita?

- Claro que não!

- Porque você está estranha.

- Ai Alfredo... Estou apenas seduzindo você.

- Mas e o carro? Você não está nem aí?

- Não, e você?

- Não, eu fiquei aliviado por que você não se machucou. Mas fiquei aliviado, e não morrendo de tesão.

- Ai, Alfredo... Você é tão devagar...

- Tem certeza que isso não te excita? Eu vi um filme uma vez...

- Chega, Alfredo.

- É sério. As pessoas se excitavam com porrada de carros...

- Desisto.

- Você não é assim, é? Teve aquela vez que eu dei ré e enfiei o carro num poste e você não ficou assim. Se ralar a pintura deixou você acesa desse jeito, aquela vez deveria ter deixado você em ponto de bala. Foi uma baita pancada.

- Como você é grosso, Alfredo!

- Não, eu só não entendo a lógica da coisa. Você bate o carro e vem aqui de lingerie me contar. A gente vai comemorar?

- Ai, Alfredo, esquece!

- Não, eu quero saber. É como se fosse um aniversário de casamento? Esta é a nossa primeira porta amassada do casamento, então você coloca uma calcinha nova, vamos abrir uma champagne... É isso?

- Esquece!

- Não, senhora! Quero saber de onde você tirou essa ideia!

- Não. Vou para o quarto colocar uma calça.

- Primeiro, responde. De onde você tirou essa ideia?

- Eu vi na TV, ok?

- Quê?

- Vi uma propaganda que diz que a lingerie sexy ajudar a contar notícias ruins para o marido.

- Oi?

- É. É isso. Pronto, falei! E você cortou o clima!

- Sério, Maristela... Eu não fiquei bravo porque você bateu o carro, eu fiquei preocupado com você. O carro que se foda. Pára de alisar a barriga e fazer biquinho!

- Esquece, Alfredo. Você é insensível demais!

- Não tem lógica! Quer dizer que se eu perder o emprego, tudo o que preciso fazer é entrar em casa, tirar a roupa e ficar usando uma cueca nova para te contar a novidade?

- Eu vou para o quarto!

- Isso. Eu vou descer para ver o carro e você vai colocar uma roupa.

- Pode apostar que eu vou! Você nunca mais vai me ver de lingerie!

- Para de gritar, Maristela. O que é isso? Essa nota aqui?

- Que nota?

- Maristela, você pagou oitenta paus nessa calcinha!

- Não é calcinha, é lingerie!

- Oitenta reais? Nisso aí?

- Sim! Porque eu queria que você não se magoasse com o carro!

- Eu não me magoei! Mas oitenta reais!? Com oitenta reais eu compro cuecas para uns dez anos! E ainda pego umas meias!

- Alfredo, você é um insensível mesmo.

- Não importa! Oitenta reais?

- Eu queria que você não ficasse bravo com o carro!

- Não estou bravo com o carro, mas sim com você pagar oitenta reais numa calcinha!

- Não é calcinha! É lingerie!

- Você que vai pagar a funilaria desse carro, Maristela!
 

A loira burra da revista época

Do blog Amigos do Presidente Lula

A colunista Ruth Aquino, em artigo da Revista Época (PIG/RJ), tornou-se a piada pronta da "loira burra" (*) em pessoa, ao entender errado a "piada".

A piada (de mau gosto), no caso, é o anúncio de lingerie retratando Giselle Bundchen como uma espécie de... Loira burra!

E a loira burra da Revista Época, achou o anúncio "divertido", leve, maroto! (nas palavras dela).

A loira burra da Revista Época não entendeu que a propaganda é machista quando chama indiretamente as mulheres de "barbeiras" no trânsito, ao colocar Giselle como culpada de pegar o carro do "seu homem" e batê-lo.

A loira burra da Revista Época não entendeu que a propaganda é machista quando retrata a mulher como se seu papel fosse só de consumidora voraz, estourando o cartão de crédito do "seu homem".

A loira burra da Revista Época não entendeu que a propaganda é machista quando faz apologia da figura da mulher submissa sexualmente, que não seduz por desejo próprio, natural, e sim por necessidade de "acalmar seu homem".

A loira burra da Revista Época não entendeu que, por mais que a propaganda tente recorrer ao humor, a piada é machista, de mau gosto para a imagem da mulher bem resolvida do século XXI.

A loura burra da Revista Época entendeu errado, que seria o fato de Giselle aparecer de lingerie é que faria o anúncio retratar a mulher como objeto sexual. Ela até contra-argumenta que homens "sarados" também aparecem sem camisa ou semi-nus em novelas, e nem por isso alguém protesta.

Ora, a crítica não é ao uso da sensualidade, nem é quanto a aparecer de lingerie. Toda propaganda de lingerie mostra mulheres de lingerie, muitas bem mais ousadas, sem qualquer protesto. E esta da Giselle é até "careta", bem-comportada no tamanho das peças e sem cenas provocantes.

As críticas são dirigidas ao roteiro do comercial, ao vincular o uso da sensualidade e sedução ao medo, à submissão, ao estereótipo da mulher inepta para dirigir um carro e as finanças, só servindo para deleite sexual do "macho".

O êxtase da burrice na coluna dela é a "teoria inversa". Eis o que ela escreveu:

"Que tal uma teoria inversa? O anúncio na verdade mostraria o homem como objeto de manipulação das mulheres e não o contrário. O homem é um tolo que cai de quatro para o poder da sedução feminina. Em vez de macho fulo de raiva com o cartão de crédito estourado, o carro batido e a vinda da sogra, o marido invisível se submete, dócil, ao charme de sua mulher."

A "teoria inversa" seria boa, se retratasse Giselle usando o poder da sedução feminina para comemorar uma vitória dela, como ter ganho um prêmio, assinado um contrato profissional de sucesso ou de compra da casa própria para o casal pagar; passar em um concurso difícil; valeria até contar que ganhou na loteria, ou ousar colocando-a pedindo o homem em casamento, mas nunca retratar a mulher numa situação de medo para não sofrer consequências.

Que tal aprofundarmos a "teoria inversa" da loira burra da Revista Época?

Se a mulher não exercer seu "poder da sedução feminina" quais seriam as consequências para ela diante do "macho fulo de raiva" (nas palavras da loira burra da revista Época)? Justificaria a violência doméstica? Só restaria recorrer à lei Maria da Penha? E, ainda por cima, a culpa seria da mulher porque não fez o "certo" da propaganda, que diz ser contar más notícias vestida de lingerie?

E no trabalho? Como a mulher se livra de uma situação de grosseria ou assédio moral, diante de algo que deu errado? Exigindo respeito ou "usando seu charme"?

Pois é... pela mesma "teoria inversa", esses exemplos são alguns dos efeitos colaterais ao espalhar esse tipo de idéia na propaganda "marota". Dissemina os piores instintos na cultura da sociedade.

Outro argumento da colunista digno de "loira burra" é dizer:

"o governo recebeu 15 – quinze! – queixas de telespectadores indignados com a publicidade. Uma multidão. Por isso, a ministra Iriny Lopes foi à luta contra a lingerie incorreta.

A loira burra da Revista Época não entendeu duas coisas básicas:

1) basta olhar na internet as reações ao anúncio, para constatar que não são apenas "15 telespectadores indignados" que acham a propaganda ruim.

2) bastaria uma única queixa racional e bem fundamentada, para a Secretaria de Políticas das Mulheres entender que fazia sentido reclamar ao CONAR (Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária), órgão que sequer é estatal, é do próprio mercado publicitário. E que o CONAR existe para isso: quem não gosta, reclama. Todo mundo tem o direito de reclamar, inclusive um órgão de governo representativo da sociedade.

Poderia me estender mais nas críticas sobre o artigo da colunista, mas deixa pra lá... Será que adianta explicar mais? Será que a loira burra da Revista Época entenderia?

Em tempo: (*) Loura burra, aqui, só se refere à colunista da Revista Época, nada tendo a ver com as demais louras inteligentes, inclusive a própria Giselle Bundchen que, na vida real, mostra-se bem mais inteligente e vitoriosa do que a personagem roteirizada na propaganda (provavelmente feita por um publicitário homem e machista).

terça-feira, 13 de setembro de 2011

.....Angolana é eleita Miss Universo 2011

do Yahoo
 
A belíssima angolana Leila Lopes venceu a 60a edição do Miss Universo, que ocorreu nesta segunda-feira (12) no Credicard Hall, na capital paulista. Ela era uma das favoritas ao título e foi a mais aplaudida da noite. A brasileira Priscila Machado ficou em terceiro lugar. A ucraniana Olesia Stefanko ficou em segundo.



terça-feira, 9 de agosto de 2011

De novo Rede Globo? Não é melhor jogar o código de ética no lixo?

A FAB responde ao Fantástico
Do blog do Nassif


FAB - Nota Oficial - Esclarecimentos sobre reportagem do Fantástico exibida em 07/08/2011


O Comando da Aeronáutica repudia veementemente o teor da reportagem do jornalista Walmir Salaro, levada ao ar no Fantástico deste domingo, sete de agosto, e no Bom Dia Brasil desta segunda-feira, oito de agosto.
A matéria em questão parte de princípios incorretos e de denúncias infundadas para passar à população brasileira a falsa impressão de que voar no Brasil não é seguro. A reportagem contradiz os princípios editoriais da própria Rede Globo ao apresentar argumentos com falta de Correção e falta de Isenção, itens considerados pela própria emissora como sendo atributos da informação de qualidade.
O jornalista embarcou em uma aeronave de pequeno porte (aviação geral), que tem características como nível de voo, rota, classificação e regras de controle aéreo diferentes dos voos comerciais. A matéria trata os voos sob condições visuais e instrumentos como se obedecessem as mesmas regras de controle de tráfego aéreo, levando o espectador a uma percepção errada.
O piloto demonstra espanto ao avistar outras aeronaves sobre o Rio de Janeiro e São Paulo, dando um tom sensacionalista a uma situação perfeitamente normal e controlada que ocorre sobre qualquer grande cidade do mundo. Nesse sentido, causa estranheza que a reportagem tenha mostrado a proximidade dos aviões como algo perigoso para os passageiros no Brasil. As próprias imagens revelam níveis de voo diferenciados, além de rotas distintas.
Além disto, o piloto que opta por regras de voo visual, só terá seu voo autorizado se estiver em condições de observar as demais aeronaves em sua rota, de acordo com as regras de tráfego aéreo que deveriam ser de seu pleno conhecimento. Mesmo assim, o piloto receberá, ainda, avisos sobre outros voos em áreas próximas.
Foi exatamente o que ocorreu durante a reportagem, que mostra o contato constante dos controladores de tráfego aéreo com o piloto. Desde a decolagem foram passadas informações detalhadas sobre os demais tráfegos aéreos na região, sem que houvesse qualquer perigo para as aeronaves envolvidas.
A respeito da dificuldade demonstrada em conseguir contato com o serviço meteorológico, é interessante lembrar que há várias frequências disponíveis para contato com o Serviço de Informações Meteorológicas para Aeronaves em Voo (VOLMET), que está disponível 24 horas por dia em todo o país. Além destas, há frequências de ATIS (Serviço Automático de Informação em Terminal) que fornecem continuamente, por meio de mensagem gravada e constantemente atualizada, entre outros dados, as condições meteorológicas reinantes em determinada Área Terminal, bem como em seus aeroportos. Como, aliás, é o caso da Terminal de Belo Horizonte, incluindo os aeroportos da Pampulha e de Confins.
Ressalte-se que, a despeito da operação de tais serviços, todos os pilotos têm a obrigação de obter informações meteorológicas antes do voo pessoalmente nas Salas de Informações Aeronáuticas dos aeroportos, por telefone ou até pela internet.
Ao realizar o voo sem, possivelmente, ter acessado previamente informações meteorológicas, o piloto expôs a equipe de reportagem a uma situação de risco desnecessário. Tratou-se, obviamente, de mais um traço sensacionalista e sem conteúdo informativo.
A respeito do momento da reportagem em que o controle do espaço aéreo diz que não tem visualização da aeronave, cabe esclarecer que o voo realizado pela equipe do Fantástico ocorreu à baixa altitude, em regras de voos visuais, uma situação diferente dos voos comerciais regulares.
Na faixa de altitude utilizada por aeronaves como das empresas TAM e GOL, extensamente mostradas durante a reportagem, há cobertura radar sobre todo o território brasileiro. Para isso, existem hoje 170 radares de controle do espaço aéreo no país. Como dito acima, é feita uma confusão entre perfis de voos completamente diferentes. Dessa forma, o telespectador do Fantástico ficou privado de ter acesso a informações que certamente contribuem para a melhor apresentação dos fatos.
No último trecho de voo da reportagem, o órgão de controle determinou a espera para pouso no Aeroporto Santos-Dumont. O que foi retratado na matéria como algo absurdo, na realidade seguiu rigorosamente as normas em vigor para garantir a segurança e fluidez do tráfego aéreo. Os voos de linhas regulares, na maioria das vezes regidos por regras de voo por instrumentos, gozam de precedência sobre os não regulares, visando a minimizar quaisquer problemas de fluxo que possam afetar a grande massa de usuários.
A reportagem também errou ao mostrar que Traffic Collision Avoidance System (TCAS) é acionado somente em caso de acidente iminente. O fato do TCAS emitir um aviso não significa uma quase-colisão, e sim que uma aeronave invadiu a “bolha de segurança” de outra. Essa bolha é uma área que mede 8 km na horizontal (raio) e 300 metros na vertical (raio).
Cabe ressaltar ainda que a invasão da bolha de segurança não significa sequer uma rota de colisão, pois as aeronaves podem estar em rumos paralelos ou divergentes, ou ainda com separação de altitude, em ambiente tridimensional.
A situação pode ser corrigida pelo controle do espaço aéreo ou por sistemas de segurança instalados nos aviões, como o TCAS. Nem toda ocorrência, portanto, consiste em risco à operação. O TCAS, por exemplo, pode emitir avisos indesejados, pois o equipamento lê as trajetórias das aeronaves, mas não tem conhecimento das restrições impostas pelo controlador.
Todas as ocorrências, no entanto, dão início a uma investigação para apurar os seus fatores contribuintes e geram recomendações de segurança para todos os envolvidos, sejam controladores, pessoal técnico ou tripulantes. É esse o caso dos 24 relatórios citados na reportagem. A existência desses documentos não significa a ocorrência de 24 incidentes de tráfego aéreo, e sim uma consequência direta da cultura operacional de registrar todas as situações diferentes da normalidade com foco na busca da segurança.
A investigação tem como objetivo manter um elevado nível de atenção e melhorar os procedimentos de tráfego aéreo no Brasil, pois é política do Comando da Aeronáutica buscar ao máximo a segurança de todos os passageiros e tripulantes que voam sobre o país. Incidentes e acidentes não são aceitáveis em nenhum número, em qualquer escala.
Sobre a questão dos controladores de tráfego aéreo, ao contrário da informação veiculada, o Brasil tem atualmente mais de 4.100 controladores em atividade, entre civis e militares. No total, são mais de 6.900 profissionais envolvidos diretamente no tráfego aéreo, entre controladores e especialistas em comunicação, operação de estações, meteorologia e informações aeronáuticas.
Para garantir a segurança do controle do espaço aéreo no futuro, o Comando da Aeronáutica investe na formação de controladores de tráfego aéreo. A Escola de Especialistas de Aeronáutica forma anualmente 300 profissionais da área. Todos seguem depois para o Centro de Simulação do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), inaugurado em 2007 em São José dos Campos (SP). Com sistemas de última geração e tecnologia 100% nacional, o ICEA ampliou de 160 para 512 controladores-alunos por ano, triplicando a capacidade de formação e reciclagem.
Vale salientar que a ascensão operacional dos profissionais de controle de tráfego aéreo ocorre por meio de um conselho do qual fazem parte, dentre outros, os supervisores mais experientes de cada órgão de controle de tráfego aéreo. Desse modo, nenhum controlador de tráfego aéreo exerce atividades para as quais não estejam plenamente capacitados.
A qualidade desses profissionais se comprova por meio de relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). De acordo com o Panorama Estatístico da Aviação Civil Brasileira, dos 26 tipos de fatores contribuintes para ocorrência de acidentes no país entre 2000 e 2009, o controle de tráfego aéreo ocupa a 24° posição, com 0,9%. O documento está disponível no link:
http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/Anexos/article/19/PANORAMA_2000_2009...

A capacitação dos recursos humanos faz parte dos investimentos feitos pelo DECEA ao longo da década. Entre 2000 e 2010, foram R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão somente a partir de 2008. O montante também envolve compra de equipamentos e a adoção do Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITÁRIO), um novo software nacional que representou um salto tecnológico na interface dos controladores de tráfego aéreo com as estações de trabalho. O sistema tem novas funcionalidades que permitem uma melhor consciência situacional por parte dos controladores. Sua interface é mais intuitiva, facilitando o trabalho de seus usuários.

Os resultados desses investimentos foram demonstrados pela auditoria realizada em 2009 pela International Civil Aviation Organization (ICAO), organização máxima da aviação civil, ligada às Nações Unidas, com 190 países signatários. A ICAO classificou o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro entre os cinco melhores no mundo. De acordo com a ICAO, o Brasil atingiu 95% de conformidade em procedimentos operacionais e de segurança.

Sem citar quaisquer dessas informações, para realizar sua reportagem, a equipe do Fantástico exibe depoimentos sem ao menos pesquisar qual a motivação dessas fontes. O Sr. Edileuzo Cavalcante, por exemplo, apresentado como um importante dirigente de uma associação de controladores, é acusado por atentado contra a segurança do transporte aéreo, motim e incitação à indisciplina, e responde por essas acusações na Justiça Militar.

O Sr. Edileuzo Cavalcante foi afastado da função de controlador de tráfego aéreo em 2007 e recentemente excluído das fileiras da Força Aérea Brasileira. Em 2010, também teve uma candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral.

Quanto à informação sobre as tentativas de chamada por parte do controlador de tráfego aéreo, Sargento Lucivando Tibúrcio de Alencar, no caso do acidente ocorrido com a aeronave da Gol (PR-GTD) e a aeronave da empresa Excel Aire (N600XL) em 29 de setembro de 2006, cabe reforçar que elas não obtiveram sucesso devido à aeronave da Excel Aire não ter sido instruída oportunamente a trocar de frequência e não a qualquer deficiência no equipamento, conforme verificado em voo de inspeção. Durante as tentativas de contato, a última frequência que havia sido atribuída à aeronave estava fora de alcance, impossibilitando o estabelecimento das comunicações bilaterais.

Já quando foi consultar o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, a equipe de reportagem omitiu o fato que trataria de problemas de tráfego aéreo. Foi informado que se tratava unicamente sobre a evolução do tráfego aéreo de 2006 a 2011.

Por fim, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica ressalta que voar no país é seguro, que as ferramentas de prevenção do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro estão em perfeito funcionamento e que todas as ações implementadas seguem em concordância com o volume de tráfego aéreo e com as normas internacionais de segurança. No entanto, este Centro reitera que a questão da segurança do tráfego aéreo no país exige um tratamento responsável, sem emoção e desvinculado de interesses particulares, pessoais ou políticos.

Brasília, 9 de agosto de 2011.
Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Não espere que o governo lute em seu lugar

Do Blog da Cidadania
Por Eduardo Guimarães

Políticos não gostam de brigar com a mídia. Inclusive os bons políticos – e eles existem. Isso ocorre porque, às vezes, uma eleição fica dependendo de um pequeno percentual de votos e, como a mídia atinge a muitos, uma simples reportagem pode acabar com uma carreira política ou resultar na perda de uma eleição.


Por outro lado, apesar de o poder de difusão da blogosfera ter aumentado bastante nos últimos anos, ainda não é capaz de enfrentar meios de comunicação de massa que facilmente atingem milhões em questões de horas enquanto que a mesma blogosfera não passa da casa dos milhares em períodos bem maiores, de dias ou semanas.

Há hoje, assim, um assunto que a mídia tenta ignorar: a acusação de seletividade ética em sua “fiscalização” do Estado, ou seja, a conduta de só “fiscalizar” políticos do PT ou aliados ao partido apesar de que acusações idênticas poderiam ser feitas a tucanos e aos seus aliados e não são feitas.

A seletividade ética da mídia é altamente danosa à democracia porque não pretende promover ética de verdade, mas os interesses de determinados grupos políticos. Para isso, Globo, Folha de São Paulo, Estadão e Veja publicam diariamente, há anos, denúncias contra um lado só, poupando o outro.

Já cansei de dizer aqui que o problema não é fiscalizar o PT e seus aliados, mas fiscalizar só a estes. E de dizer que as poucas matérias incômodas aos adversários do grupo político que governa o país não passam de cortina de fumaça, porque são pouquíssimas e sem destaque sequer parecido com o que é dado ao outro lado.

Apesar disso, a mídia tem militância. Inclusive na blogosfera. Por isso a chamam de Partido da Imprensa Golpista (PIG), porque, além de agir politicamente em benefício de alguns políticos e em prejuízo de outros, age como partido, organizando uma militância disposta a se equiparar à militância partidária assumida.

Basta abrir qualquer blog político que tenha bom volume de comentários para ver a militância midiática defendendo abertamente esses grandes veículos supracitados de uma acusação indefensável sob qualquer análise minimamente séria e aprofundada, de que omitem notícias desfavoráveis ao PSDB e aliados e destacam as desfavoráveis aos seus adversários.

Em 2007, foi fundado o Movimento dos Sem Mídia para lutar contra isso. Uma ONG sem recursos e que proibiu a si mesma de receber dinheiro público. Mas isso não a impediu de promover o primeiro ato público de relevo contra um meio de comunicação após o fim da ditadura militar. Foi diante da Folha de São Paulo, em 15 de setembro daquele ano.

Duas centenas de pessoas ouviram-me dizer ao megafone (comprado sob contribuições dos leitores deste blog) diante da sede da Folha, na Alamenda Barão de Limeira, em São Paulo, tudo aquilo que, agora, parece que há que ser dito de novo de uma forma que não se possa ignorar.

É difícil, hoje em dia, mobilizar grandes multidões para uma manifestação que não seja em prol de interesses restritos de grupos – interesses legítimos, diga-se – tais como a legalização da maconha, alguma campanha salarial, os direitos dos homossexuais etc. A exceção foi um ato público recente, o “Churrascão da Gente Diferenciada”, em maio, no bairro paulistano de Higienópolis, que atraiu uma pequena legião de manifestantes.

Não se pode ignorar, porém, que aquele foi um fenômeno, um raio que dificilmente cairá no mesmo lugar outra vez. Até porque, a conduta absurda de um grupo de moradores daquele bairro de quererem proibir ali a circulação de outras pessoas ganhou destaque na mídia e a própria seletividade ética dessa mesma mídia certamente não ganhará destaque algum.

Se não se fizer nada, então, continuaremos a ser esbofeteados por uma ética absolutamente falsa, seletiva, cínica de, por exemplo, acusarem a família de Lula de se beneficiar de sua influência para fazer negócios enquanto que as famílias de políticos influentes do PSDB como Fernando Henrique Cardoso ou José Serra fazem negócios esquisitos e a mídia ignora.

No fim de semana, a Folha acusou uma neta de Lula de se beneficiar da influência do avô e, nesta quarta-feira, O Globo acusa um filho do ex-presidente da mesma coisa. Ou melhor, não são acusações, são insinuações, porque, como não há um fato determinado a acusar, levanta-se suspeita sem dizer exatamente sobre o quê.

No último sábado, este blog noticiou que o filho legítimo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Paulo Henrique Cardoso, o PHC, acaba de se associar ao maior grupo de mídia do planeta, a Walt Disney Company, em um empreendimento inusitado, uma grande rádio em São Paulo que pretende atingir cobertura nacional.

A mídia, porém, apesar de FHC ser o maior líder da oposição demo-tucana e de um partido que controla o segundo maior orçamento da República, o do Estado de São Paulo, não noticiou nada, não investigou nada, não insinuou nada. Ignorou solenemente. Ou melhor: escondeu, porque isso é notícia, sim. E “quente”.

Por que, com tantos empreendedores tradicionais de mídia neste país, o maior grupo de mídia do mundo foi procurar justamente o filho de um político que durante o governo do pai se beneficiou de dinheiro público sem que a mídia, então, fizesse barulho sequer parecido com o que faz hoje quando Lula ou sua família ganham dinheiro privado?

Esse é só um exemplo da seletividade ética da mídia. Num momento em que o DNIT, órgão de um governo petista, não sai da mídia um só dia, a Dersa, órgão do governo tucano de São Paulo, tem o mesmo tipo de problema que seu congênere federal e a mídia não cobre, não denuncia, não pressiona, não fiscaliza. Por quê?

Peço aos militantes mais fervorosos do PT e aos apoiadores mais convictos do governo Dilma que não se zanguem com o que direi, pois a janela não tem culpa pela paisagem que mostra: este governo não promoverá democratização da comunicação através da propositura de uma lei como a que a Argentina tem hoje, a “ley de médios”.

Sobretudo: não será enviado ao Congresso, pelo governo, qualquer projeto de lei que vete propriedade cruzada de meios de comunicação – uma lei igual às que existem em países “marxistas” como Estados Unidos, Inglaterra, França, Bélgica, Suíça, enfim, nas sociedades mais avançadas e democráticas do planeta.

É definitivo, meus caros. Tenho informações, de fontes seguras, de que o governo Dilma não tem a menor intenção de mexer com aquilo que impede a democratização da comunicação, a concentração de propriedade de meios. Não se tentará proibir que um mesmo grupo tenha tevê, rádio, jornal, revista, portal de internet, tudo ao mesmo tempo e no mesmo lugar.

Não tenho culpa disso, não fui eu que tomei essa decisão e ela já é discutida abertamente no governo e entre a classe política. Não estou inventando nada. Aliás, a mera conduta conciliadora do governo federal deixa claro que não será feito nada contra os barões da mídia que lhes contrarie o interesse de hegemonia nas comunicações.

Muitos não acreditarão em mim e quererão pagar para ver. Entendo, aceito e respeito esse direito democrático de divergir daquilo que é, somente, o ponto de vista deste blogueiro, apesar de que, entre os mais informados e que têm interlocução com o governo, todos sabem que o que digo é fato.

Todavia, faço uma proposta àqueles que não estão entre os que pretendem ficar sentados esperando que o governo faça aquilo que compete à sociedade fazer, ou seja, pressionar para que tenhamos uma regulação dos meios de comunicação nem maior nem menor do que a que vige em TODOS os países verdadeiramente democráticos.

Neste mês de agosto, tenho compromissos com a minha atividade remunerada – que nada tem que ver com as questões de que este blog trata, pois sou representante comercial. Contudo, em setembro terei condições de doar uma parcela maior do meu tempo à causa da democratização (de verdade) da comunicação de massas no Brasil.

Sei que é difícil mobilizar as pessoas para saírem da militância virtual e irem para a militância real, nas ruas, aquela que, aqui ou em qualquer parte, é a que produz efeitos verdadeiros e profundos, ainda. Pode ser que um dia alguém consiga mudar alguma coisa só através da internet. Hoje, contudo, só ações concretas têm esse poder.

Não vou esperar que o governo faça o que é de interesse da sociedade sem ser pressionado. O escândalo na imprensa britânica, que já se espalha por outros países, mostra como é danoso para a sociedade uma imprensa que mente sobre seus métodos e objetivos e que se converte em partido político representante de grupos de interesse.

Pegarei o megafone que os leitores deste blog ajudaram a comprar em 2007, portanto, e irei para diante da mesma Folha. Irei várias vezes em um período de semanas. Na primeira vez, poderei ir sozinho ou com um grupo pequeno. Contudo, voltarei outra e outra vez. Gritarei, lá na frente, que quero que a mídia fiscalize todos os políticos e não só os do PT e aliados.

Em alguns dias, quem sabe mais gente decida ir protestar junto comigo. E, quem sabe, em outras partes do país surjam outros Eduardos que façam a mesma coisa diante de outros tentáculos do PIG até que a nossa voz se torne ensurdecedora e a mídia tenha que acusar o golpe e se explicar. E o governo tenha que agir.